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Você cuida de sua imagem nas redes sociais?

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Perfil
Por Salus Loch
Foto Divulgação

A sociedade conectada em rede tem uma ferramenta com recursos ilimitados, no que tange a informação, em tempo integral e com um investimento já está incorporado em muitos orçamentos pessoais.

Mais do que acessar tal universo, as pessoas passam a compô-lo, e nesse aspecto é importante ter em mente que boa parte do que se coloca na rede ficará por lá por um tempo, muitas vezes superior às transformações socioculturais individuais – e com um detalhe: quase tudo é acessível a qualquer cidadão.

Este rastro digital tende a ser pesquisado por recrutadores, e muitas vezes um equivoco na comunicação compartilhada na internet pode fechar portas.

Considerando a situação do país, que no primeiro semestre de 2019 registrou taxa de desemprego de 12,3% da população (cerca de 13 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo IBGE), ‘vacilos’ online têm impactado no ‘mundo off-line’.

O inverso, no entanto, também é verdadeiro: hoje, muitos buscam formas alternativas e aprimoradas para conquistar uma vaga via Facebook, LinkedIn, Instagram, YouTube, e outros.

O outro lado

Segundo o recrutador, Cezar Antonio Tegon, presidente do Elancers Corporate e CEO do Vagas Online, o perfil e as atividades nas redes sociais podem beneficiar um candidato à uma vaga de emprego, ou então eliminá-lo de vez da seleção. “Os candidatos devem prestar bastante atenção em seus perfis na internet, pois todos os recrutadores costumam olhar seus comportamentos no Facebook e LinkedIn, por exemplo. Na entrevista presencial conseguimos ver o que o candidato quer passar, mas existe sempre um outro lado que ele não conta, e gostamos de conhecer o lado pessoal de cada um deles”, conta.

Questões íntimas

O raciocínio é reforçado pela psicóloga Kelin Rosetti, da Fundação Accie, entidade que agencia estágios. Segundo ela, as redes podem ‘ajudar muito’, desde que seus usuários saibam separar o íntimo do social. ‘Sempre oriento para que os jovens tomem cuidado com suas redes sociais, pois muitas vezes usam a ferramenta para desabafar, expondo questões íntimas, como, por exemplo, o término de um relacionamento ou até mesmo para ofender alguma pessoa pública (política, futebol), o que pode prejudicar sua imagem’, explica Kelin.

Para a psicóloga, é importante fazer uso das novas tecnologias a fim de buscar conexão com conteúdos de interesse tanto profissional como pessoal, preservando, sempre, a intimidade.

Ela também adverte que, aos jovens menores de 18 anos, fotos com bebida alcóolica ou dirigindo ligam um ‘sinal de alerta’ nos recrutadores, pois indicam que a pessoa descumpre determinadas leis.

Vitrine

A rede social é considerada a vitrine da vida pessoal e é importante se atentar aos comentários, fotos, compartilhamentos e conversas para não passar uma imagem equivocada de si mesmo.

Especialistas revelam dicas para ajudar candidatos a serem vistos com bons olhos nas seleções e evitar uma possível exclusão da vaga.

- Controle as fotos em seu perfil. Ambientes de festas, possíveis exageros, situações incomuns ou constrangedoras para outras pessoas não são indicadas.

- Repense as postagens do que está sentindo no momento. Às vezes, expor a situação que te incomodou pode parecer imaturidade ou inflexibilidade.

- Cuidado com comentários sobre política e religião. Defender uma crença é normal, mas agredir ou ofender escolhas e posicionamentos de outros usuários é inaceitável.

- Cheque o que você já tem publicado em seu perfil. Em algumas redes sociais é possível controlar a privacidade de conteúdo. Manter algumas fotos e postagens somente para os amigos pode ajudar.

- Foto do perfil deve ser nítida. Evite fotos de óculos escuros, de lado ou escuras, ou de personagens que não sejam você.

- Mencione suas qualidades, cursos e atividades extracurriculares.

Conte até dez

Na dúvida sobre como uma opinião e/ou comportamento manifestado via web pode repercutir, siga o conselho ancião: pare, pense, respire, conte até dez. Qualquer ação no ambiente digital não ficará impune ao big data.

Não entre na ‘onda’ das fake news

Além de cuidar com aquilo que escreve, outro atributo importante para quem deseja ‘potencializar’ sua respeitabilidade graças às novas tecnologias é a atenção prestada aos conteúdos que a pessoa compartilha. Afinal, nem tudo o que está ‘bombando’ é real, sendo que muitas publicações podem ser falsas (fake news) ou prejudiciais.

Há inúmeros casos em que um ‘viral’ causou prejuízos graves a pessoas que nada ‘deviam’. Certos boatos podem ser levados até mesmo como criminosos, com suas consequentes implicações legais.  

Para evitar tais situações, vale a pena pesquisar se certas notícias são verídicas antes de ‘passá-las adiante’. Checagens em sites de notícias de veículos com histórico de credibilidade, cuidado com quem ‘compartilhou’ e a própria busca em perfis oficiais de personalidades públicas são bem-vindas.

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