Há um eleitorado que costuma aparecer pouco nas análises políticas, mas que pesa muito no resultado das urnas. É aquele que sequer comparece para votar.
Em Erechim, nas eleições municipais de 2024, dos mais de 80 mil eleitores aptos, 16.640 deixaram de ir às urnas. Foram 20,79% do eleitorado. É gente suficiente para alterar qualquer cálculo eleitoral e que merece entrar no radar de quem está disputando os votos, nessa reta final de campanha.
20.686 eleitores
Dos 63.398 eleitores que compareceram, 59.352 votos foram considerados válidos na eleição para prefeito. Outros 2.183 foram em branco e 1.863 acabaram anulados. Quando se somam abstenções, brancos e nulos, chega-se a 20.686 eleitores que ficaram fora da escolha efetiva de um candidato. Em 2022, a abstenção foi de 17,82%, equivalente a 14.291 eleitores.
Dados provocam reflexões
Para quem vive de eleição, o número deveria provocar reflexão. Enquanto candidatos percorrem bairros, fazem reuniões, gravam vídeos, participam de debates e disputam cada voto, existe um contingente expressivo que sequer entrou nessa conta.
Cada voto pode fazer a diferença
Na eleição de 2022, 452 candidatos a deputado estadual, dos 807 concorrentes, receberam votos em Erechim. Para deputado federal, foram 345 dos 524 candidatos. A pulverização mostra como cada voto pode fazer diferença e como o eleitorado da cidade é disputado por uma quantidade enorme de nomes.
O desafio é tentar compreender por que milhares de eleitores deixam de participar e o que poderia aproximá-los novamente das urnas.
Um número que não pode ser ignorado
E, para qualquer candidato que esteja olhando seriamente para uma eleição, 16.640 eleitores fora das urnas representam um número grande demais para ser ignorado.