Empreender significa transformar uma ideia em realidade. É ter coragem para assumir riscos, inovar, criar oportunidades e encontrar soluções por meio do próprio trabalho. Muito além da abertura de uma empresa, empreender representa acreditar em um sonho e dar o primeiro passo rumo à independência.
É exatamente esse caminho que o erechinense Remisson Eduardo Portela, de 24 anos, decidiu seguir. Ao lado da mãe, ele encontrou na produção artesanal de bolos de pote uma oportunidade de empreender e construir o próprio futuro. Todos os dias, depois de ajudar na preparação dos produtos durante a manhã, dedica as tardes à venda nos semáforos da Avenida Sete de Setembro, principalmente nas proximidades da URI.
Quem passa pelo local já se acostumou a ver o jovem oferecendo bolos de diversos sabores. Segundo ele, a aceitação tem aumentado gradativamente, sinal de que a qualidade do produto começa a conquistar uma clientela fiel.
Antes de apostar no novo negócio, Portela trabalhou com entregas e também atuou como barbeiro. As experiências serviram de aprendizado e despertaram o desejo de investir em um projeto próprio.
"Começamos com o bolo de pote, ampliamos para bolos tradicionais e nosso objetivo é abrir uma loja para comercializar nossos produtos. Antes disso, queremos divulgar a marca e conquistar clientes", explica.
A inspiração para empreender surgiu por incentivo de um antigo empregador. Cansado da rotina intensa de trabalho, sem folgas e enfrentando chuva e sol diariamente, decidiu apostar na própria capacidade.
"Não tive vergonha de começar. Resolvi investir naquilo que acredito ser uma grande oportunidade."
Embora reconheça que o início tenha sido difícil, Portela afirma que não pensa em desistir. Para transmitir confiança ao consumidor, faz questão de trabalhar uniformizado, utilizando luvas e seguindo todos os cuidados de higiene.
Durante a rotina nas sinaleiras, também enfrenta situações delicadas. "Muitas pessoas fecham o vidro, olham para o lado ou fingem que não me viram. Eu entendo que cada um tem seus compromissos e dificuldades. Não quero que ninguém compre por pena. Quero que conheçam nosso produto pela qualidade e pelo trabalho que existe por trás dele."
Com determinação, perseverança e o apoio da família, o jovem segue acreditando que cada bolo vendido representa um passo a mais rumo ao sonho de conquistar seu próprio espaço e consolidar a marca que começou, literalmente, nos semáforos de Erechim.