O Prêmio Mulheres no Agro surgiu por meio do lema instituído no ano de 2018 pela Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres: “O tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”, que buscava a valorização da atuação feminina em diversas áreas. Por intermédio deste viés, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e empresas parceiras, buscaram criar um reconhecimento direcionado especialmente a mulheres atuantes na área da produção rural.
As inscrições para a edição do ano atual, encerraram nesta sexta-feira (20). Para concorrer, as participantes relatam seu dia a dia e contam suas histórias, disputando nas categorias: pequena, média e grande propriedade. Em 2021, o tema do concurso é: “Gestão inovadora”.
Vencedora do ano anterior
Em 2020, Mara Motter, produtora da cidade de Três Arroios, ficou em primeiro lugar na categoria “Pequenas Propriedades”. Conforme a profissional, é motivo de orgulho trazer o prêmio para o Rio Grande do Sul, em especial para sua cidade natal. “Um prêmio nacional que contempla a mulher do agronegócio. É algo que veio para dar um gás a mais, porque não é fácil atuar nessa área, temos muitos desafios dia após dia, mas esse prêmio surgiu para valorizar a mulher”, conta Mara.
Quebrando barreiras
A mulher do agro já quebrou várias barreiras, e atualmente, está na linha de frente da parte administrativa e inclusive da produção. “É de extrema importância o apoio dessas empresas, para mostrar que podemos estar lado a lado dos homens. O prêmio além de toda a visibilidade à nossa propriedade, trouxe uma aprendizagem incrível”, revela.
Mara conta que por meio da participação no programa são disponibilizadas palestras técnicas, além do contato com mulheres de todo o Brasil, que trazem muitas inspirações. “Compartilhamos nossas experiências e jeitos diferentes. A iniciativa trouxe boas oportunidades, por meio da troca de ideias. Levar o prêmio é essencial para nossa região, porque aqui existe um grande número de pequenos produtores, e precisamos mostrar para o Brasil que o pequeno faz parte do agronegócio”, salienta.
“Estamos conseguindo mudar a mentalidade que se tinha, pois logo a mulher terá os mesmos direitos e não será desacreditada por subir em um trator ou estar na gestão de uma propriedade. Buscamos por uma visualização de mais igualdade”
Igualdade
A agricultora evidencia a importância de valorizar todas as propriedades. “Nossa realidade de áreas de terras é diferente do Paraná e Mato Grosso, por exemplo, e mesmo assim temos a oportunidade da premiação. É muito relevante podermos contar as nossas histórias, além de servir de inspiração para outras mulheres, porque a mulher é detalhista, se preocupa mais com a sustentabilidade e com a sucessão familiar”, finaliza.