O erechinense, Altair de Moura Faitão, de 79 anos, está insatisfeito com o recolhimento de lixo no município. Na manhã de ontem, Faitão procurou o Jornal Bom Dia para dizer que faz quatro dias que a coleta não passa na rua Dom Pedro 2º esquina com a Espírito Santo, onde ele mora.
Ele comenta que há outros moradores na rua na mesma situação, sem ter o recolhimento regular. “A coleta do lixo não está sendo feita na nossa rua. E isso já está assim há dias”, afirma.
Prefeitura
Segundo o secretário de Meio Ambiente de Erechim, Cristiano Moreira, hoje, as reclamações em decorrência da falta de coleta de lixo são pontuais. “Estamos tendo uma média de 50 reclamações por mês relacionadas à coleta que não ficou bem-feita, ou ao lixo descartado clandestinamente, enfim, que envolve resíduos, lixo de modo geral”, afirma.
Cristiano explica que boa parte destas 50 reclamações por mês se referem ao processo de coleta, que por exemplo, passou antes ou depois do horário. “Às vezes, o caminhão já passou e a pessoa vai lá e coloca o lixo, e depois diz que não passou. Então, tem de tudo um pouco neste universo do cotidiano da coleta”, comenta.
Mas tendo em vista os números citados, observa Cristiano, e considerando a população de Erechim (em torno de 106 mil habitantes), a situação no momento envolve muito mais reclamações pontuais do que “contundentes em relação ao serviço em si”.
Troca da empresa
Conforme Cristiano, se chegou a cogitar a possibilidade de trocar a empresa responsável pela coleta do lixo no município, naquele período em que houve greve, em fevereiro deste ano. “O município fez um planejamento e chegou inclusive levantar valores para um contrato emergencial, mas aí, felizmente, conseguimos conversar com a empresa, discutir alguns aspectos e impor, com o olhar de gestão e administração, que eles precisavam melhorar drasticamente o serviço deles”, conta.
Crsitiano comenta que parte da empresa Engesa foi comprada por um grupo de investidores de São Paulo e que, nestes últimos dois meses, o serviço está evoluindo, melhorando, de forma gradual. “E isso a gente vem medindo conforme as reclamações, que são pontuais. E é necessário esmiuçar qual é o tipo, porque, ás vezes, não é pertinente ao serviço de coleta”, disse.
Ele ressalta que, neste momento, não há nenhuma pretensão em trocar de empresa. “Porque sempre há desgastes, até porque o trabalho vem evoluindo e, para nós e a comunidade, como um todo é positivo”, disse.