No início da pandemia, um cachorro da raça Lulu da Pomerânia pegou a doença de sua tutora, que foi testada positivo para o vírus. O animal passou por testes variados e teve que ficar de quarentena por 14 dias em um centro de vigilância veterinária. Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, uma gata morreu após contrair a Covid-19.
Quarentena com animais
Conforme o doutor Romildo, os gatos podem ser contaminados, pois contém uma enzima que é semelhante à dos seres humanos. Por outro lado, há quem diga que os felinos podem apenas contaminar os da mesma espécie. Apesar desses animais serem receptores do vírus, não existe comprovação científica de que os mesmos transmitem aos humanos.
Utilizar álcool em gel e evitar tocar em superfícies que possam estar contaminadas, além de frear a circulação do vírus, são atitudes que devem ser mantidas no contato com os animais de estimação. Sendo assim, se o tutor estiver contaminado com a Covid-19, precisa evitar pegar, abraçar ou beijar seus pets e entrega-los para outra pessoa.
Vacinação
Todos os pets quando completam 60 dias, recebem um protocolo de vacinação. Nele, estão descritas três doses a cada 21 dias. Após isso é feito o reforço anual pelo restante da vida, que deve ser cumprido regularmente. Existem duas vacinas, a “Óctupla” -que protege contra dois sorovares de leptospirose (Leptospira canícula e Leptospira icterohaemorrhagiae) e a “Déctupla”, considerada mais completa por possuir mais dois sorovares de leptospirose. “Não é a mesma cepa que contamina humanos. Esta vacina aplicada em cães e gatos, combate o Coronavírus animal”, revela Romildo.
Testes
O teste para o Coronavírus em animais pode ser feito em uma clínica veterinária que tenha os equipamentos necessários para realiza-lo. Existem dois tipos - sorológico e hemograma- onde é feita uma análise por meio do sangue extraído.
De acordo com a Agência Nacional de Segurança Sanitária da França (ANSES), a receptividade ao SARS-CoV-2 é a capacidade de uma espécie animal de abrigar o vírus, sem necessariamente desenvolver sintomas. “O pelo do gato ou cão, sem higienização, pode ser um transmissor para o vírus. Caso o tutor tenha positivado para a doença, este deve ficar em quarentena junto com seu animal, sem ter contato com outros”, explica. Se o círculo familiar está positivado e o animal vive dentro de casa, a recomendação é não levar ao petshop.
Pets abandonados
Erechim conta com cerca de quatro ONG’S de animais e muitos protetores independentes. Tendo em vista que muitas pessoas acabam se aproveitando da pandemia para abandonar os pets, o médico veterinário acredita que a solidariedade é a melhor opção neste momento. Com a aproximação do inverno, cobertas, rações e outras doações podem ser feitas diretamente com algum protetor ou ONG, e ajudar os animais que mais precisam.