Com mais de seis anos de profissão, Saraiana Morandi Wudarski celebra o Dia do Advogado e uma série de conquistas na área que escolheu para exercer a carreira. Ela atua na área trabalhista, de Direito Cível – especificamente nas questões relacionadas à família e Direito Previdenciário.
Em entrevista ao Bom Dia, Saraiana recorda que, em um primeiro momento, não pensava em cursar a faculdade de Direito e que tudo aconteceu naturalmente, com o incentivo de um “acaso” que a motivou a refletir sobre essa possibilidade. “Após acompanhar meu pai em uma audiência de conciliação, uma pessoa me confundiu com uma advogada. Foi uma situação engraçada. No fim da audiência, ele disse: ‘doutora você quer adicionar o seu escritório para o cliente fazer o depósito ou se dirigir até ele’. E quando eu disse que não era advogada, ele se surpreendeu”, comenta, citando que a partir daquele momento, surgiu o ímpeto. “Naquele ano prestei vestibular e coloquei Direito como primeira opção. Em segundo lugar estava Ciências Contábeis. Como fui aprovada em Direito, não pensei duas vezes e decidi que seria a área em que iria estruturar minha carreira”, destaca.
Em 2009 Saraiana ingressou na URI e já se identificou muito com o curso. “No ano de 2013 estava no nono semestre e prestei o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), passei na primeira e na segunda fase. Já no dia 25 de janeiro de 2014 me formei e logo depois comecei a advogar”, relata.
A principal motivação
Conforme a advogada de Erechim, um dos fatores de motivação para desempenhar a atividade, desde o início da trajetória profissional é o fato de fazer a Justiça. “Muitas vezes nos deparamos com clientes apreensivos, a princípio sem solução para determinada causa. Poder ingressar com uma ação e poder vislumbrar uma alternativa resolutiva, mesmo que ele não a veja, é muito gratificante. Depois você observa o trâmite e ele obter êxito na causa. É motivo de muita satisfação saber que você fez parte dessa conquista. Uma vitória compartilhada”, ressalta.
Saraiana pontua que vários são os bons exemplos, mas um deles pode ser a obtenção de uma aposentadoria que o cliente pensava que não iria conseguir, mesmo após anos de trabalho. “Essa é a minha recompensa”, reforça.
Valorização da categoria
Segundo Saraiana, há valorização e respeito da classe, sendo que o advogado é um profissional indispensável. “Muitos ficam agradecidos e trazem até um presente ou indicam o trabalho”, cita.
Avanços
Com o passar do tempo, assim como em diversos campos, no Direito foram registrados vários avanços. Antigamente havia somente processos físicos, então, os advogados faziam toda a documentação, levavam até o fórum e após acontecia o encaminhamento para o juiz.
Desde 2014 a sistemática está mais informatizada, a exemplo do PJE e INSS digital. “Temos o processo eletrônico, um avanço muito grande para a advocacia, onde agendamentos e encaminhamentos são realizados do próprio escritório”, comenta Saraiana.
Com isso, mesmo diante da pandemia, os trabalhos continuam e têm suporte nas tecnologias. “Alguns atendimentos são feitos, inclusive, por videoconferência e pelo What’App. Os clientes não precisam mais se deslocar até o escritório. Do mesmo modo, todo o encaminhamento é digital. Isso facilita muito a nossa rotina de trabalho”, salienta.
Desafios
Na opinião da advogada, quando o assunto se refere aos desafios da profissão, ela acredita que poderia haver mais cooperação entre os operadores do Direito. “Percebo que, mesmo que existam muitos advogados, ainda há individualismo e escritórios que, em muitas vezes, se veem como concorrência. Contudo, acredito que o estímulo ao conhecimento e ao auxílio mútuo, pode propiciar, até mesmo, novas parcerias, diferentes pontos de vista e, por consequência, o crescimento de todos, tanto como ser humano como profissional”, reforça.