Erechim está completando 102 anos de emancipação política e administrativa, e, diga-se de passagem, com uma história muito rica e repleta de acontecimentos, diversificada, com muitos rostos, emoções e expectativas. Em época de pandemia de coronavírus, a realidade local continua sendo escrita por aqueles que aqui habitam e trabalham, e fazem, hoje, com seu esforço, a história que será lida amanhã. Segue uma dessas experiências.
“O que aprendi com o isolamento social? Nunca havia passado por uma crise tão preocupante em toda a minha vida. Primeiro pela questão da saúde e, segundo, pela ressaca econômica que estamos vivenciando”, afirma Cristian de Oliveira Abreu, 42 anos, consultor de empresas.
Cristian conta que teve que aplicar ao máximo o sentido da palavra resiliência, pois o seu projeto profissional de consultoria, treinamentos e palestras foi diretamente afetado pelo contexto atual, e como a maioria das empresas, foi obrigado a tirar o pé do acelerador, se adaptar e ter paciência.
“Como já trabalho no formato home office, não senti tanto impacto com o termo ‘fique em casa’, pois estou utilizando o meu horário de trabalho para atender os clientes, desenvolver novos projetos, manter o aperfeiçoamento profissional com treinamentos online e leitura dentro da minha área de trabalho”, afirma.
Os exercícios físicos diários para cuidar da saúde e tirar o cansaço mental de um dia de trabalho, que é uma de suas paixões, ficaram comprometidos, já que é acostumado a bater uma bolinha com os amigos ou frequentar a academia quase que diariamente. “Estou fazendo caminhadas e exercícios em casa, rotina que ajuda, mas não está sendo muito fácil manter a periodicidade”, disse.
Para Cristian, o ensinamento que fica para ele de uma crise como essa é: “mantenha o foco, esqueça os noticiários (observe de longe), cuide ainda mais da saúde, seja positivo, e valorize ainda mais a sua família”.
Para ele, o futuro é agora, e o que se está fazendo ou o que se fará nos próximos dias vai ditar os resultados. “É um momento de buscar criatividade, usar a tecnologia e reinventar os negócios. Creio que as empresas de Erechim enfrentarão um dos maiores desafios da sua história na questão econômica, mas não será nossa exclusividade. Então, basta saber o que cada empresário fará para superar a crise”, disse.