“Desde que ingressei no curso de Engenharia Agrônoma na Universidade Regional Integrada (URI) – campus Erechim, imaginei que em algumas situações eu sofreria preconceitos por ser mulher, estava ciente disso e percebo que até hoje essa realidade ainda existe. No entanto, esse cenário vem se revertendo, pois as mulheres estão se tornando mais presentes nessa área”, relatou a engenheira agrônoma, Morgana Mariga Presotto, à reportagem do Jornal Bom Dia.
Há sete anos na profissão, Morgana, que atua em uma empresa multinacional da área, Rizobacter do Brasil, mesmo após colar grau não diminuiu seu interesse em seguir ampliando sua formação, por isso, atualmente está cursando a pós-graduação em Marketing e Comunicação pela URI e um MBA em Gestão do Agronegócio pela Uniasselvi.
Segundo Morgana apesar de ainda existir preconceito em relação a inserção da mulher em profissões do meio rural, isso está diminuindo aos poucos. “Com sete anos como engenheira agrônoma e atuando cotidianamente com homens, vejo que ainda existe um tratamento diferenciado com as mulheres, mas isso está mudando em função da força feminina no campo. As mulheres do meio rural, as esposas e produtoras rurais, estão ganhando espaço e defendendo suas verdades naquilo que se refere a sua propriedade. Dessa maneira, mostram que a mulher tem sim seu valor e merece respeito, e não será uma questão de gênero que definirá a capacidade, enquanto trabalhadoras”, argumentou.
Somado a esse contexto, a agrônoma torce para que essa inciativa se intensifique, formando assim, um ciclo: mais mulheres no campo minimizam o preconceito e, a partir disso, outras terão mais interesse pela área. “Torço para que essa força aumente cada dia mais, e, que em diferentes cargos e funções, a mulher tenha seu espaço respeitado e valorizado”.
“Acredito que devemos seguir a carreira que sonhamos, independente da área, afinal, nós fazemos tudo com muito amor e cuidado e é por isso que sempre nos destacamos. Feliz Dia das Mulheres a todas nós”, concluiu Morgana.