“Acredito que a expressão mais significativa do empoderamento feminino é a liberdade que as mulheres têm, atualmente, em escolher seus caminhos profissionais”.
Essa é a opinião da engenheira civil, Josiani Betencourt, que muitas vezes foi aconselhada a trocar de área. Contudo, inspirada em diversas mulheres, permaneceu na busca de seus sonhos.
“Inicialmente cursei administração e desde meu primeiro emprego atuava em construtoras de Erechim, fazendo estágio em orçamento e segui todo o período da graduação nessa área. Como me apaixonei, decidi mudar o rumo de minha formação e após concluir esse curso, na semana seguinte iniciei Engenharia Civil. Assim, por 10 anos trabalhei em construtoras e, recentemente, estou no meu escritório particular”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.
Josiani fez especialização em Avaliações e Pericias. “Com isso, realizo avaliações e regularizações de imóveis, escrituras, inserção de medidas em terrenos, vistorias e laudos. Além disso, faço alguns projetos, mas não de forma frequente”, acrescenta.
Apesar de ser uma área majoritariamente masculina, a história da engenheira foi marcada pela presença de mulheres que sempre lhe motivaram a insistir na carreira. “Claro que nesse percurso eu vivenciei situações de machismo implícito, notava que tinha um certo preconceito dependendo a área em que exercia e escutava que essa profissão não era para mulheres, e, por isso, deveria repensar minhas escolhas. Em contrapartida, atuei em uma construtora com muitas mulheres, entre elas, minha chefe. Assim, me espelhei em suas trajetórias. Ainda, convivi com colegas homens que também eram muito respeitosos e que nos viam como iguais. Nesse contexto, evitei ao máximo que essas situações me atingissem e alcancei esse resultado pelo apoio de minhas colegas. E mesmo que afetasse um pouco, nós nos mantínhamos fortes em nossos objetivos, trabalhando e entregando bons resultados”, argumentou.
Dessa forma, Josiane acredita que a atuação profissional é uma das formas de conquistar a igualdade de gênero. “Não é o fato de ser homem ou mulher que definirá o desempenho bom ou ruim de um profissional, então, penso que a entrega em seu trabalho pode ser benéfica para provar que não existe distinção de gênero, até porque recebemos a mesma educação, não há nada que nos diferencie. Por isso, penso que o empoderamento feminino é, basicamente, a mulher saber que ela pode trabalhar em qualquer profissão que ela escolher, porque já está provado que não somos o sexo frágil, justamente o contrário. A mulher é plenamente capaz de conciliar todos os papéis que a vida lhe demanda e são batalhas diárias que vencemos”, concluiu.