Os prédios e construções abandonadas na área urbana do município de Erechim, além de ser um prejuízo permanente para os inquilinos que estão tentando resolver essa situação, já viraram um problema grave de saúde pública, segurança e preocupação para a comunidade que vive próxima dessas edificações.
Um exemplo disso e que vem causando muitos transtornos para a população, são os edifícios localizados na rua Silveira Martins com a rua Marechal Floriano, que estão abandonados. O local virou abrigo para moradores de rua, espaço de drogadição, e criadouro de ratos, baratas e mosquitos da dengue.
Segundo moradores, que residem perto da construção, “a cada dia mais jovens, rapazes e moças estão se aventurando e subindo até o último piso, para lá sentarem, e ficarem balançando as pernas. Sem preocupação alguma com os ‘inquilinos’ que ali vivem. Hora dessa alguma tragédia vai acontecer se não for tomada uma atitude pelas autoridades”, comenta.
Ela relata que no último fim de semana, sábado (29) e domingo (1º), os jovens fizeram festa “nas alturas”. E, acrescenta, “até meninas subiram. Sábado e domingo à tarde depois das 17 horas está sendo rotina. Tenho medo que alguém caia ou aconteça algum acidente ou agressão lá dentro, dias atrás os próprios moradores se esfaquearam”.
Abandono e indefinição
O prédio em questão citado pela moradora, que está tendo a sua vida afetada por essa situação, é um entre outros da mesma construtora, que entrou em falência e se encontram em situação semelhante.
Situação da empresa
Segundo o advogado e administrador judicial nomeado, Abrão Jaime Safro, a estratégia utilizada pela administração judicial é para que se possa retomar as obras.
“Por isso, entregamos uma proposta na Fazenda Nacional Passo Fundo, pedindo se União concordaria em receber parcelado os valores, porque ela tem a preferência dos créditos. Já faz uns quatro meses, para após, tentar viabilizar esse plano. Se isso não ocorrer será feito o leilão dos bens, pois estamos tratando de uma falência”, diz.
Safro explica que o plano tem como objetivo continuar as obras com aporte financeiro daqueles que pararam de pagar a empresa, e outros valores que entrariam decorrente desse plano. O processo da massa falida envolve cerca de 140 pessoas. O administrador judicial acrescenta que não foi feita nenhuma ação nos prédios porque não tem recursos para isso.
Sugestão
“Até propus ao município, por uma questão de saúde pública e segurança, que ele fizesse uma limpeza e o fechamento dos prédios. E, aí, não entraria lá no fim da fila para receber. Como é manutenção dos bens, da massa falida, o primeiro dinheiro que entrasse a gente devolveria para o município”, comenta.
Segundo ele, a situação é preocupante, porque por exemplo, um prédio fica perto de um colégio com movimento diário de crianças, e outra edificação está próxima de um clube, que tem grande movimentação de pessoas, bailes e comunidade residencial. A ideia seria fazer uma limpeza nos prédios, já que também tem a questão da dengue. “Depois lançar o valor e cobrar da massa falida”, diz.
Na expectativa
Conforme Safro, o processo está com a União, em Passo Fundo, aguardando resposta. “Quero ressaltar que há o extremo interesse em tentar uma solução, para que os compradores percam menos”, disse.
Opinião do jornalista
Fazia um certo tempo que não via esses prédios, porque não estão no meu trajeto diário. A última reportagem que fiz sobre esse assunto já faz quase dois anos. Visitei dois deles para fazer as fotos, o prédio na avenida Torres Gonçalves e a edificação localizada na esquina da rua Silveira Martins com a rua Marechal Floriano. A situação é a mesma, tapumes no chão, muito lixo acumulado fora e dentro dos prédios.
Quando cheguei de manhã para fazer a foto no prédio da Torres Gonçalves, um rato se alimentava sobre um monte de brita, ao notar a minha presença desapareceu para debaixo das tábuas, que servem de ponte para entrar no prédio. Além disso, muito lixo, garrafas com água acumulada, restos de comida, plásticos, madeiras, pedras, cheiro ruim, enfim, um cenário de caos, de fim de mundo.
A questão é que, no meu entendimento, muito do que está ali poderia ser posto em dia com um custo muito baixo, porque é preciso roçar o mato, fazer a limpeza do lixo, remover alguns entulhos da calçada e fechar o local com tapumes, lacrando o acesso aos prédios, pelo menos por um período. Uma andorinha sozinha não faz verão. Porém, se juntar os compradores dos apartamentos mais a parceria da prefeitura, não poderia se dar um jeito, conjuntamente, nessa situação sem muito custo? E, assim, evitar uma tragédia ainda maior.
Os prédios e construções abandonadas na área urbana do município de Erechim, além de ser um prejuízo permanente para os inquilinos que estão tentando resolver essa situação, já viraram um problema grave de saúde pública, segurança e preocupação para a comunidade que vive próxima dessas edificações.
Um exemplo disso e que vem causando muitos transtornos para a população, são os edifícios localizados na rua Silveira Martins com a rua Marechal Floriano, que estão abandonados. O local virou abrigo para moradores de rua, espaço de drogadição, e criadouro de ratos, baratas e mosquitos da dengue.
Segundo moradores, que residem perto da construção, “a cada dia mais jovens, rapazes e moças estão se aventurando e subindo até o último piso, para lá sentarem, e ficarem balançando as pernas. Sem preocupação alguma com os ‘inquilinos’ que ali vivem. Hora dessa alguma tragédia vai acontecer se não for tomada uma atitude pelas autoridades”, comenta.
Ela relata que no último fim de semana, sábado (29) e domingo (1º), os jovens fizeram festa “nas alturas”. E, acrescenta, “até meninas subiram. Sábado e domingo à tarde depois das 17 horas está sendo rotina. Tenho medo que alguém caia ou aconteça algum acidente ou agressão lá dentro, dias atrás os próprios moradores se esfaquearam”.
Abandono e indefinição
O prédio em questão citado pela moradora, que está tendo a sua vida afetada por essa situação, é um entre outros da mesma construtora, que entrou em falência e se encontram em situação semelhante.
Situação da empresa
Segundo o advogado e administrador judicial nomeado, Abrão Jaime Safro, a estratégia utilizada pela administração judicial é para que se possa retomar as obras.
“Por isso, entregamos uma proposta na Fazenda Nacional Passo Fundo, pedindo se União concordaria em receber parcelado os valores, porque ela tem a preferência dos créditos. Já faz uns quatro meses, para após, tentar viabilizar esse plano. Se isso não ocorrer será feito o leilão dos bens, pois estamos tratando de uma falência”, diz.
Safro explica que o plano tem como objetivo continuar as obras com aporte financeiro daqueles que pararam de pagar a empresa, e outros valores que entrariam decorrente desse plano. O processo da massa falida envolve cerca de 140 pessoas. O administrador judicial acrescenta que não foi feita nenhuma ação nos prédios porque não tem recursos para isso.
Sugestão
“Até propus ao município, por uma questão de saúde pública e segurança, que ele fizesse uma limpeza e o fechamento dos prédios. E, aí, não entraria lá no fim da fila para receber. Como é manutenção dos bens, da massa falida, o primeiro dinheiro que entrasse a gente devolveria para o município”, comenta.
Segundo ele, a situação é preocupante, porque por exemplo, um prédio fica perto de um colégio com movimento diário de crianças, e outra edificação está próxima de um clube, que tem grande movimentação de pessoas, bailes e comunidade residencial. A ideia seria fazer uma limpeza nos prédios, já que também tem a questão da dengue. “Depois lançar o valor e cobrar da massa falida”, diz.
Na expectativa
Conforme Safro, o processo está com a União, em Passo Fundo, aguardando resposta. “Quero ressaltar que há o extremo interesse em tentar uma solução, para que os compradores percam menos”, disse.
Opinião do jornalista
Fazia um certo tempo que não via esses prédios, porque não estão no meu trajeto diário. A última reportagem que fiz sobre esse assunto já faz quase dois anos. Visitei dois deles para fazer as fotos, o prédio na avenida Torres Gonçalves e a edificação localizada na esquina da rua Silveira Martins com a rua Marechal Floriano. A situação é a mesma, tapumes no chão, muito lixo acumulado fora e dentro dos prédios.
Quando cheguei de manhã para fazer a foto no prédio da Torres Gonçalves, um rato se alimentava sobre um monte de brita, ao notar a minha presença desapareceu para debaixo das tábuas, que servem de ponte para entrar no prédio. Além disso, muito lixo, garrafas com água acumulada, restos de comida, plásticos, madeiras, pedras, cheiro ruim, enfim, um cenário de caos, de fim de mundo.
A questão é que, no meu entendimento, muito do que está ali poderia ser posto em dia com um custo muito baixo, porque é preciso roçar o mato, fazer a limpeza do lixo, remover alguns entulhos da calçada e fechar o local com tapumes, lacrando o acesso aos prédios, pelo menos por um período. Uma andorinha sozinha não faz verão. Porém, se juntar os compradores dos apartamentos mais a parceria da prefeitura, não poderia se dar um jeito, conjuntamente, nessa situação sem muito custo? E, assim, evitar uma tragédia ainda maior.