Um projeto que tem o “espírito e a cara” do Natal está sendo realizado em Erechim (RS) e vai entregar a sua segunda obra, neste dia 23. A proposta é trazer um pouco mais de conforto e dignidade as famílias em vulnerabilidade social. De que maneira? Melhorando as condições da casa em que vivem com um forro de caixa de leite.
Segundo a coordenadora do Projeto Brasil sem Frestas em Erechim, Carla Giovana Zitzke Alba, a segunda ação vai contemplar uma família com cinco pessoas, formada pelo casal e três filhos, um adolescente e duas crianças, que moram no Bairro Progresso numa casa de quatro metros por cinco metros, isto é, um total de 20 metros quadrados.
Carla explica que nesta segunda-feira (23) será feita a forração das paredes, e num outro dia será feito o forro do teto da casa. Além disso, o projeto está levando para a família, roupas, alimentos e material de limpeza, tudo fruto de doação.
Conforme Carla, a melhor parte do projeto é ver o sorriso das pessoas. A coordenadora enfatiza que para colocar em prática o projeto tem que ter muita dedicação e esforço.
Projeto
Ela afirma que o Brasil sem Frestas foi criado para famílias em vulnerabilidade social e visa a construção de chapas feitas com caixas de leite e suco, para revestimento de residências que não tem forração interna. O projeto foi criado pela química Maria Luisa Camozzato de Passo Fundo.
O principal objetivo da ação é trazer um pouco mais de conforto e dignidade as famílias em vulnerabilidade social.
Material
As caixas de leite para montar as chapas são arrecadadas em doações ao longo de um ano. Ela comenta que para fazer o forro de uma moradia que tem 36 metros quadrados foram utilizados em torno de 200 caixas de leite e suco. Além de todo trabalho em arrecadar as caixas, fazer a montagem do material, os integrantes do projeto fazem a instalação das chapas na casa.
Dificuldades
Segundo Carla, a maior dificuldade não é tanto em arrecadar as caixas, mas ter um local adequado para montar os forros. Falta para o projeto um lugar com espaço para reunir o material e construir as chapas. Essa foi a segunda casa contemplada na ação, que teve auxílio de seis pessoas mais os integrantes da família para ser montado. A ideia é continuar o projeto para atender outras famílias carentes do mesmo bairro.
Segundo Pâmela Alba, filha de Carla, a montagem das chapas está sendo feita de maneira improvisada, um dia na igreja, outro em casa, e isso dificulta o trabalho. “Então, se alguém quiser colaborar com essa iniciativa e ceder um espaço, o grupo agradece”, disse Pâmela.
Ajudar
Ajudar as outras pessoas é um dos objetivos de vida de Carla. A felicidade das outras pessoas é o que motiva ela a fazer esse tipo de ação. “A melhor retribuição na realização do projeto é ver o sorriso das pessoas”, disse Carla. A ideia, num futuro próximo, é criar uma organização não-governamental (ONG) para intensificar ainda mais as ações sociais em comunidades carentes.