Nostalgia, assim é o Natal para a acadêmica em Ciências Sociais da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Daniele Marek. Entre muitas recordações, uma se destaca: o último 25 de dezembro vivido ao lado da sua tia, carinhosamente chamada de Vero.
Natural de Barão de Cotegipe, Daniele conta que a simplicidade dos momentos em família é o que marcou sua trajetória. “Talvez porque nossa forma de ver o mundo e tudo o que construímos já era o suficiente para sermos felizes”, relatou à reportagem do Jornal Bom Dia.
Dessa forma, um singelo acampamento se tornou uma das melhores lembranças de sua infância. “No Natal de 2006, quando eu tinha uns 12 anos de idade, nossa família decidiu acampar. Esse programa já era típico em nossas vidas, no entanto, não sabíamos que aquele acampamento seria um dos últimos momentos na companhia da nossa tão amada tia Vero, que iluminava todos que puderam conhecê-la”, contou Daniele.
“Não foi nada chique, não teve troca de presentes e muito menos uma ceia farta com diversos quitutes e cerimônias. Era somente nós embaixo de uma lona perto de um açude, desfrutando os risos que surgiam, trilhando novas aventuras, pescando e dançando, porque música e festa era com a gente mesmo”, acrescentou.
Somado à essas recordações, um fenômeno natural intensificou as marcas na memória de Daniele. “A chuva veio para lavar a alma naquela noite, e aproveitamos cada segundo, cada pingo que caiu na terra era significativo. Acredito que a chuva talvez tenha sido essencial para esse registro de memória, pois realmente foi uma chuva torrencial, entretanto, é fresco ainda em minha lembrança o rosto de minha tia, o som da sua voz e o quão feliz ela estava naquele dia. Tenho certeza de que onde ela estiver, seu sorriso continua o mesmo e em cada comemoração ou reunião que a gente faça ela está conosco”.
A partir desse dia, essa atividade corriqueira ganhou um significado especial para a família Marek. “Desde então, a pescaria se tornou diferente, é algo que aprendi com meu pai e que de alguma forma me conecta ainda mais com ele, pois todas às vezes que saímos rumo a uma nova pescaria, essa lembrança se faz presente. Assim, penso que o Natal possuí um sentido não apenas comercial, mas sim, como algo para acalentar o coração”, concluiu.