Uma ação entre amigos que tem como principal objetivo, fazer o Natal das crianças carentes um pouco mais feliz. Assim está organizado o projeto do Natal Solidário no Bairro Monte Claro, em Getúlio Vargas, que neste ano completa sua quinta edição.
A cada mês de dezembro, um dia específico é dedicado para a distribuição de lanches, presentes e um pacote de doces. Como o grupo tem o propósito voltado à educação, também acontece a entrega de livros infantis.
“Nos reunimos na casa de um dos colaboradores que sede o espaço para a realização da festa porque o Bairro não dispõe de um salão comunitário. Nesse dia recebemos em torno de 200 crianças e pais. Os baixinhos podem participar, ainda, de oficinas como: pintura no rosto, pintura no cabelo e também é realizada doação de roupas e calçados que são arrecadados”, relata Cristiano Saldanha, um dos integrantes da ação.
Do mesmo modo, quando a equipe, a qual conta com aproximadamente 20 colaboradores, consegue arrecadar alimentos, estes são distribuídos primordialmente às pessoas idosas e carentes. “Já conseguimos, também, uma doação de fraldas geriátricas que foram repassadas a pessoas acamadas ou outras que também necessitam. Todos os integrantes trabalham juntos e se dedicam para que essa festa aconteça”, destaca.
Conforme Cristiano, a festa é promovida com muita alegria, sendo que a maioria dos integrantes mora no bairro e também já passou por dificuldades. “Sabemos que muitas crianças iriam esperar o Papai Noel trazer o presente e ele poderia não chegar... Outros poderiam ver as carreatas passar em outros bairros e não vir até o nosso por ele ser afamado como perigoso”, comentou.
Então foi a partir deste momento que o grupo decidiu se reunir e realizar essa festa. “Ver a alegria das crianças e mostrar para todos que o espírito do Natal ainda existe, não tem preço. Com certeza esse dia ficará marcado para estas famílias”, ressaltaram os integrantes, frisando que “para o mundo ser melhor, é preciso ajudar o próximo. Acreditamos que boas ações são necessárias não só no Natal, mas o ano todo. A sementinha que nós plantamos hoje, pode ser o fruto de amanhã...”.