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“Sou feliz por ter eles”, diz Cecília que dedica o tempo ao cuidado de cinco irmãos

Família recebe a ajuda de diversas pessoas. Nesta matéria, saiba como integrantes do Grupo Gillé, se tornaram

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Na semana passada a família recebeu sete travesseiros e jogos de lençóis
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

O que são desafios para você? Costuma reclamar diariamente das coisas? Do calor excessivo, do frio, da chuva? Enfim, por vezes agimos dessa forma e nem sempre pensamos: será que outras pessoas não estão enfrentando problemas graves? Lutando e superando dificuldades?

Pois é, e se contar que há uma mulher que não se deixa levar pelas preocupações e cansaço? Ao contrário, ser forte é algo natural, e por isso, encanta os que a cercam. Estamos nos referindo a Cecília Pires Dias, de 45 anos, natural de Cruz Alta, mas que está em Erechim há 22 anos.

Quem a vê sorridente, nem imagina que ao lado do esposo Erni, vivencia uma rotina agitada e de muito comprometimento no cuidado dos irmãos. Cecília é quem fica o dia todo com Paulo, Lenita, Cenita, Celita e Alice, todos na faixa etária de 50 a 60 anos e deficientes desde o nascimento. “Quando nossos pais faleceram, eles foram morar com uma tia por 17 anos, mas devido à idade avançada dela, eu, como irmã mais nova, estou cuidando deles”, comenta.

Quando questionada sobre a importância e significado do Natal, Cecília é direta: “Gosto da data. Claro que seria melhor se tivesse toda a família reunida, mas como não é possível, sou feliz por ter eles. Natal representa o renascimento. Assim devemos viver, pensando em um amanhã melhor. Somos uma família como outras, que enfrenta dificuldades, um apoia o outro, sempre com muito carinho. O amor prevalece sempre”, relatou Cecília.

Desafios e os “anjos da guarda”

Com uma família grande e os irmãos que necessitam de dedicação especial, muitas são as despesas. Na casa os recursos financeiros vêm do salário de Erni e de um auxílio recebido pelos irmãos, cujo valor é praticamente irrisório. Cecília disse que já ingressou, há dois anos, com um pedido na Justiça para receber o BPC – Benefício de Prestação Continuada - uma garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família – porém, ainda não obteve êxito.

Por isso, ela e a família contam com a ajuda de outras pessoas da comunidade. Um exemplo são os integrantes do Grupo do Gillé, os quais demonstram que gestos de solidariedade podem ser aplicados em muitos momentos, muito além do Natal... e porque não, durante o ano todo?

Desde o mês de abril, após terem conhecimento de que em Erechim, uma família precisaria de ajuda, Hildegart Durli e outros amigos, resolveram ajudar e começaram a levar, semanalmente, alimentos e outros itens para contribuir na saúde e bem-estar da família.

Para Cecília eles são verdadeiros “anjos da guarda”. “Com ajudas como a deles, percebemos que ainda há pessoas boas e que esse mundo tem solução”, destacou, citando ainda, que é muito bom saber que há quem se preocupa e gosta deles.

Missão de ser solidários

Para os integrantes do Gillé, poder ajudar Cecília é uma alegria imensa e ao mesmo tempo uma emoção. “Ela é um verdadeiro exemplo de força e motivação”, afirmaram.

A cada semana, um integrante vai até a residência da família para levar alimentos e outras arrecadações. Na semana passada foi a vez de entregar sete travesseiros e jogos de lençóis.

“Comentamos com outras pessoas, de outras atividades que integramos e sempre conseguimos mobilizar esforços para auxiliar esses queridos”, destacaram Hildegart Durli, Maria Ferranti Serraglio e Adolfo Corazza.

 

 

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