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Superintendência Regional do Trabalho está fechando as portas em Erechim

Caso isso ocorra, alguns recursos administrativos de seguro desemprego e rescisões trabalhistas terão que ser feitas em Passo Fundo

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Moacir José Bortolazzi, tem quase 36 anos de serviços prestados e se aposenta no fim do ano
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

O que era uma especulação alguns meses atrás, e a coluna trouxe essa matéria em maio deste ano, está se confirmado. A Superintendência Regional do Rio Grande do Sul Agência Erechim, órgão federal vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, pode estar fechando suas portas no dia 31 de dezembro.

Aposentadoria

O único servidor, Moacir José Bortolazzi, dotado no órgão, está se aposentando depois de quase 36 anos de trabalho e exerce suas funções até o fim do ano. No local, em frente ao Hospital de Caridade, trabalha ele e um vigilante terceirizado, entre várias salas vazias, que já esteve no passado, ocupada por vários servidores.

Ninguém demonstrou interesse

Foi aberto um edital, para que, algum servidor de carreira, queira vir morar em Erechim, a partir de janeiro, para ocupar a vaga de Moacir, desta forma a agência manteria seus serviços. Só que o prazo encerra amanhã e até então ninguém demostrou interesse.

Passo Fundo será o caminho de alguns serviços

Muitos serviços hoje oferecidos pelo órgão, o Sine já realiza. É o governo federal onerando o governo estadual em serviços, como carteira de trabalho e encaminhamento de seguro desemprego. Porém, algumas coisas, não terá jeito, o trabalhador terá que ir a Passo Fundo, como recursos administrativos que são feitos pela Superintendência. Serão necessários fazer 150 km de ida e volta, sem contar outros municípios do Alto Uruguai.

Quando fecha, nunca mais abre

No momento que se fecha um serviço federal, nunca mais abre as portas. E Erechim, ao longo dos anos, viu muitos serviços deixarem de ser feitos aqui (não só federais). E por que isso acontece? Não temos representatividade política. Somos pródigos em eleger candidatos de fora, em detrimento dos nossos. E isso tem um custo na hora das decisões políticas.

É só querer entender

A equação é fácil. É só querer entender. Com representantes, mais chances de ter e ampliar serviços públicos (estaduais ou federais). Sem representantes tudo é mais difícil. Logo, antes que feche a agência de Erechim, que nossos cabos eleitorais, especialistas em apoiar candidatos de outras regiões, entrem em contato com eles e

peçam que intercedam por Erechim. Aí, saberemos se foi apenas eleitoreiro ou realmente se preocupam com a Capital da Amizade, que a todos recebe e pouco cobra na hora que precisa.

 

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