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Das garagens aos grandes palcos: talentos que encantam

Neste Dia do Músico, confira uma entrevista especial com o erechinense Lucas Maleski que possui graduação em Música e atua também como professor há 10 anos

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Por Izabel Seehaber izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Reprodução/ Arquivo Pessoal

Ele começou tocar violão aos oito anos de idade, ainda sem pretensão de construir uma carreira na área. Contudo, o que era inicialmente uma diversão, passou a acompanhar o dia a dia do erechinense Lucas Maleski, que aprimorou cada vez mais os conhecimentos. Atualmente, aos 28 anos, ele é músico (com formação específica na área) e professor. Nesta data especial, em que se comemora o Dia do Músico, ele relata um pouco mais sobre o apreço à profissão e os desafios da categoria. Confira!

Como tudo começou...

Em entrevista ao Bom Dia, o jovem relembra que aos 14 anos já havia se formado em violão popular e erudito. Naquele tempo também conheceu mais sobre partituras, harmonias e outros aspectos. “Ao mesmo tempo, sentia a necessidade de aprender sobre música de um modo geral, e começou a estudar na Escola Belas Artes, as disciplinas de teoria I, II e III. Logo após começou a buscar mais conhecimentos sobre guitarra e, na sequência, fez um curso de harmonia e contraponto”.

Aos 17 anos, Lucas iniciou a graduação em Música – licenciatura pela Universidade de Passo Fundo. A conclusão aconteceu em 2013. Um tempo depois veio a pós-graduação em docência no ensino superior. “Foi uma fase bem intensa, viajava todos os dias para estudar. Naquela época havia recebido convite para dar aula e já sentia que a minha carreira seria como professor. Hoje já são 10 anos na profissão”, destaca, com orgulho.

Investimentos

Há pouco tempo Lucas investiu na próxima escola de música, especializada em violão e guitarra. Na instituição também são oferecidas aulas de baixo, viola caipira.

Em paralelo, Lucas atua por meio de apresentações em restaurantes, festas de casamento, 15 anos e integra o Grupo de Choro de Arnaldo Savegnago.

Desafios e avanços da profissão

Conforme o erechinense, um dos desafios da atuação no campo musical, é a busca por mais valorização dos profissionais. “Dedicamos um tempo muito expressivo, muitos anos para a formação na área. Nem sempre as pessoas entendem essa questão, principalmente no âmbito financeiro. “Como em outras profissões, a música é um trabalho e merece reconhecimento”, frisa.

O músico cita que “muitas vezes são contratados profissionais sem formação alguma e vislumbramos uma concorrência enorme. Ao mesmo tempo, isso também é positivo, amplia a vontade em fazer sempre o melhor”.

De acordo com Lucas, é visível que há uma expansão dos estabelecimentos em Erechim e, com isso, amplia-se inclusive a contratação de músicos, principalmente para oferecer música ao vivo. “Teve uma evolução nesse aspecto. As pessoas estão saindo da garagem e marcando espaço nos estabelecimentos. Nesse sentido também há bandas covers com muito talento em Erechim. Do mesmo modo, há muitas escolas de música na cidade”, ressalta, pontuando que a música faz bem para todos e não há limite de idade para aprender a tocar um instrumento (sendo que há uma variedade muito significativa), por exemplo. “Do repertório de músicas que tenho em minha mente, em torno de 70% foram alunos que me mostraram. Isso é muito legal, eles chegam toda semana com alguma novidade. Estamos em um aprendizado constante”, enfatiza.

A música nos move...

Seja no momento da caminhada, no trabalho, em casa, enfim, a música está presente em vários momentos das pessoas. Ela move os dias, em diferentes espaços. “A disponibilidade de músicas também é facilitada. Basta ligar um botão no carro e ali está uma vasta opção de emissoras de rádio ou outros aplicativos que oferecem os diferentes estilos musicais. O mesmo acontece no celular. A sociedade consome muita música e no mercado musical gira muito dinheiro”, acrescenta.

No fim da entrevista, mesmo com muito mais a ser dito sobre a profissão, Lucas tentou resumir: “brinco que só trabalhei seis meses na vida... o resto foi curtindo, atuando em uma área incrível, que é a música. O trabalho é excelente, o fato de conseguirmos levar algo a outras pessoas, ensinar, enfim, é muito bom ser músico”.

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