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Orgânicos mais próximos da comunidade escolar

Atividade foi realizada ontem (6), na URI de Erechim, e atraiu estudantes, familiares, colaboradores e a comunidade em geral

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Atividade chamou a atenção de alunos, professores, colaboradores e da comunidade em geral
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Sete espaços com diferentes possibilidades de itens que exemplificam o trabalho desenvolvido no campo. Esse foi o cenário de mais uma edição da Feira da URI, realizada ontem (6), na Praça de Convivência da instituição.

Durante todo o dia, alunos, professores, familiares e a comunidade em geral, puderam apreciar e adquirir produtos orgânicos e outros que integram a agricultura familiar do município de Erechim.

O diretor da Escola de Educação Básica da URI, Alan Bresolin, comentou que a oportunidade, que iniciou ainda no ano passado, é muito importante para que, em primeiro lugar, as famílias e os alunos tenham conhecimento do potencial de produção de alimentos orgânicos na região. “Sendo assim, é possível vislumbrar melhor o cenário, sendo que há muitos microempreendedores rurais. Ao mesmo tempo, é um espaço de incentivo à saúde alimentar, onde temos, felizmente, um campo próspero e diversificado, no sentido de promover uma cultura de saúde alimentar à comunidade de Erechim e região”, destacou, frisando, ainda: “trazer uma feira para a escola é essencial, pois a instituição é um espaço de formação de opinião e valores humanos”.

Parceria

A feira é um trabalho conjunto que surgiu por meio de uma parceria entre o Núcleo de Sustentabilidade da URI – concebido principalmente pelo curso de Ciências Biológicas, em parceria com a Escola de Educação Básica. “Em função da parceria com o Capa, a Fundação Ecovida, o Núcleo de Agroecologia do Alto Uruguai Gaúcho, constituímos esse grupo para que a proposta fosse viabilizada. São várias frentes relacionadas com a agroecologia, educação e com a questão de promover a saúde”, acrescentou Alan.

De acordo com o diretor, o reflexo e o estímulo são muito positivos, tanto que teve um período em que a feira não foi realizada e a solicitação da comunidade escolar, dos funcionários, foi muito expressiva. “Muitas pessoas da comunidade em geral vem conferir, sendo que a universidade não é um espaço fechado, muito pelo contrário, é comunitária, por isso as variadas parcerias com grupos e órgãos, como a Secretaria de Agricultura”, reforçou.

Agregar valor

Ao encontro da mesma proposta, o diretor de Desenvolvimento Rural do Município, Tobias Biasi, reforça que o objetivo é, também, difundir as feiras de produtores e proporcionar às crianças e jovens, a chance de se aproximar de outro tipo de comércio. “Estamos muito felizes com o desenvolvimento das feiras e também pela presença novamente na URI. O comércio e acesso direto com o consumidor, prestigia o produtor, valoriza as ações no campo e possibilita melhorias no trabalho e no atendimento”, ressaltou.

Produtores satisfeitos

O produtor Eloir de Paula, da comunidade de Lajeado Paca - Cristo Rei, atua no ramo de hortaliças e salientou que a feira vem agregar ainda mais valor ao trabalho. “Também expomos os produtos no Parque Longines, fizemos entrega a domicílio e a feira é um local extra para mostrarmos o que realizamos. Desse modo, é vitorioso, mostramos e comercializamos toda linha de verdura e legumes”, pontuou.

Como os produtos são orgânicos, o trabalho exige, até mesmo, mais mão de obra e dedicação. Quanto ao retorno do público, Eloir disse que a percepção é de que a juventude se interessa cada vez mais pela linha de produtos agroecológicos.

Entusiasmados, Luiz Martim Bertochi e a esposa Ivanir atuam junto ao filho Fabrício no ramo da citricultura. O pomar, com cerca de 10 hectares, está localizado na localidade de Lajeado Paca, Polígono. Para eles, “as feiras são oportunidades de alavancar as vendas, pois na indústria o preço está baixo. Expomos desde 2013 no município e sentimos um retorno muito positivo da comunidade, é gratificante”, enalteceram.

Na propriedade a produção de laranjas acontece o ano inteiro e é bem diversificada. “O sítio tem mais de 100 anos e o trabalho vem de geração em geração. Somos a quarta e atuamos há 25 anos no setor”, citaram.

Bons exemplos

O estudante Arthur Henrique Demski Adário, de 11 anos, está no 6º ano e comentou à reportagem que pela segunda vez participa da feira e considera um momento muito bacana. “É mais uma chance de comprarmos os produtos bons que tem na feira”, afirmou.

Questionado sobre o que mais lhe chama a atenção quando chega no espaço, ele é direto: “as saladas. A minha mãe sempre pede para eu comprar, por isso já é algo que faz parte do dia a dia”, relatou.

Nova edição     

Para o dia 20 deste mês está prevista uma nova edição da Feira, e para o início de dezembro, outra exposição para marcar o encerramento do ano.

 

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