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Dexheimer escreverá livro contando o ‘Caso Daudt’

Ex-deputado foi absolvido pelo TJ-RS da acusação de assassinato do ex-colega de bancada, José Antônio Daudt. Crime, que já está prescrito, ocorreu em 1988

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Escrevo com imparcialidade. Quero ser verdadeiro e contar a história que vivi’
Por Salus Loch
Foto Rodrigo Finardi

Um dos crimes com maior repercussão na história da polícia, da política e do judiciário do Rio Grande do Sul, o ‘Caso Daudt’, ganhará um novo capítulo; agora, escrito sob o olhar - e a pena - do médico Antônio Carlos Dexheimer Pereira da Silva, 75, único réu que respondeu pelo assassinato do ex-deputado da Assembleia Legislativa gaúcha e jornalista, José Antônio Daudt, na fria noite de 4 de junho de 1988, em Porto Alegre.
Absolvido em 1990 por falta de provas pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do RS por 14 votos a 7, Dexheimer - que à época do crime era colega de bancada de Daudt, ambos filiados ao PMDB - revela ter decidido escrever o livro por entender que é importante apresentar à sociedade a história que ele viveu durante as 800 noites que separaram sua indicação como principal suspeito da morte de Daudt até a absolvição.

‘Quero ser verdadeiro’ 
‘Escrevo com imparcialidade. Quero ser verdadeiro e contar a história que vivi’, diz Antônio Dexheimer - que completa: ‘Não tenho necessidade de defesa, pois nunca me senti culpado’.
Construído em primeira pessoa, o livro trará à tona aspectos inéditos do caso, intercalando os votos de cada um dos desembargadores com lembranças e particularidades daquele período, frisando, entre outros, a participação de seu advogado de defesa, Lia Pires; o plano de uma eventual fuga para os ‘lados do Uruguai’, em caso de condenação; bem como o papel de figurões do espectro político e da própria imprensa, durante o acompanhamento do caso. Sobre a imprensa, aliás, o ex-deputado sugere que alguns jornalistas teriam servido como ‘um manto protetor do verdadeiro assassino'.

2020
Dexheimer, que depois da absolvição ainda viria a ser eleito, em 1992, prefeito de Erechim (cidade aonde mora e trabalha, exercendo a medicina), pretende finalizar o livro em 2020, embora ainda não tenha uma data para o lançamento

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