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Um dia de Janot, na história da Cotrel

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“Conforme caminhava, carregava o tambor da arma, muitas balas caíram pelo chão. Abriu a porta e saiu
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

A matéria da Cotrel que foi publicada aqui na coluna na edição de terça-feira (22), da carta datilografada por um agricultor em 1992, antevendo o que estaria por vir na cooperativa, teve repercussão fortíssima, em todo o país e até fora dele. Recebi telefonemas, mensagens via whats e messenger, sem contar os compartilhamentos, e comentários públicos.

De tudo isso uma única certeza. Os lesados são incalculáveis, e não só financeiramente, mas moralmente.

Uma história em especial, veio do interior de São Paulo, do filho de um ex-funcionário, que como tantos, foram acusados de desvio por dirigentes, para transformar os problemas numa cortina de fumaça e que a desconfiança trocasse de lado.

Conta o filho, que um dia seu pai chegou em casa, alterado, pois tinha sido acusado de coisas que não fez, por pessoas do alto escalão da Cotrel, e pegou um revólver 38: “era pequeno e lembro até hoje essa passagem em minha vida. O pai chegou mais cedo que o habitual, e estava transtornado. Correu para o quarto, e saiu com o revólver nas mãos e muita munição. Conforme caminhava, carregava o tambor da arma, muitas balas caíram pelo chão. Abriu a porta e saiu. Tinham abalado sua honra. Teve seu dia de Janot, e queria limpar seu nome, nem que para isso derramasse sangue. Minha mãe com sua sabedoria, foi atrás e conseguiu demovê-lo da ideia. Poderia ter destroçado a família”, comenta o Engenheiro de Alimentos, que carrega para sua vida essa lembrança.

 

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