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Energia solar: opção para reduzir gastos

Em Erechim, aos poucos, começa a aparecer usinas solares em residências e empresas

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Família Attolini investiu em 24 placas
O investimento em energia solar fotovoltaica se paga, diz Cesar
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A utilização da energia solar fotovoltaica está em expansão no Brasil. O país tem um dos maiores potenciais do mundo para explorar essa fonte limpa e renovável. O sol brasileiro é de excelente qualidade, afirma a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Em Erechim, aos poucos, começa a aparecer em residências e empresas as usinas solares.   

A família Attolini, que reside há quase 30 anos no Bairro Três Vendas em Erechim, resolveu investir no sistema de energia solar fotovoltaica com o objetivo de reduzir a conta de energia elétrica. Segundo a comerciante, Cristiane Attolini, as 24 placas fotovoltaicas já estão funcionando e foram instaladas a um mês. “Na semana que vem vai vir a conta, e aí vamos ver quanto vai diminuir”, comenta. 

Ela explica que o investimento girou em torno de R$ 30 mil, foi financiado e projetado para gerar energia para cinco residências, que no total gastam em média R$ 800 por mês.  

“Usamos a energia no mercado e nas moradias. O mercado gasta mais em função da refrigeração, no verão chega a consumir em média R$ 400 por mês”, diz. Segundo Cristiane, com o investimento, a família pretende suprir quase a totalidade da demanda e ainda sobrar um excedente para virar crédito na concessionária.        

Empresa

Conforme o coordenador de vendas, Cesar Fabian, de uma empresa de Erechim que comercializa o sistema de energia solar fotovoltaica, foi neste ano que as vendas deslancharam das usinas solares. Ele explica que há três anos a empresa já utiliza a energia elétrica produzida por células fotovoltaicas e acompanha o funcionamento do sistema.

Funcionamento

Cesar explica que a usina solar produz energia das seis da manhã até a seis da tarde, e um detalhe importante, a energia gerada pelo sistema fotovoltaico será a primeira a ser consumida, o que sobrar vai para a concessionária, e à noite, se utilizará a energia da concessionária para suprir a demanda.

Taxas

Mesmo uma residência ou empresa produzindo energia, sendo autossuficiente, não consumindo energia da concessionária, será necessário pagar uma taxa por mês para a empresa. “Quem tem uma entrada monofásica vai pagar uma taxa de 30 KW para a concessionária, o que dá em torno de R$ 24; quem tem uma rede trifásica vai pagar 100 KW, o que custa cerca de R$ 87; na rede bifásica vai pagar 60 KW, o que resulta em R$ 54”, diz. E, acrescenta, isso será pago independente de usar energia da concessionária, e também a diferença do que comprou de energia e o que injetou na rede.

Investimento vale a pena

O investimento em energia solar fotovoltaica se paga, diz o vendedor. “Quem consome de R$ 0 a R$ 300 de energia por mês o payback (retorno do investimento), gira em torno de 7 anos. Quem gasta de R$ 500 a R$ 1 mil o retorno é em torno de cinco anos, e acima de R$ 1 mil o prazo fica menor que cinco anos, não levando em consideração os juros do banco e aumento da energia”, explica.

Financiamento 

Conforme Cesar, os juros, por exemplo, de um financiamento do BNDES ficam em torno de 4% a 7% ao ano; na área rural os juros ficam em 4% ao ano, porém, a placa tem que ser nacional, que é em torno de 15% a 20% mais cara. “Para quem não tem capital de giro ainda é viável, porque a placa tem uma vida útil de 25 a 30 anos, na hipótese de pagar o investimento em sete anos no maior prazo, ainda tem 18 anos para economizar todo o mês”, afirma.   

Produção de energia solar

O forte da produção de energia solar fotovoltaica ocorre de setembro a março, durante sete meses do ano. Em cinco meses do ano vai produzir menos, mas ainda assim vai gerar energia.

Família

Para dimensionar a necessidade de energia de uma família com quatro pessoas é preciso analisar o consumo. “Por exemplo, uma conta de R$ 200 por mês, o investimento numa usina solar vai girar em torno de R$ 10 mil a R$ 11 mil”, observa.

Dúvida: energia excedente volta para rede

Sobre a questão de jogar o excedente de energia produzida pela usina na rede da concessionária, explica Cesar, isso realmente acontece e funciona, o que, inclusive, está detalhado no relógio medidor da concessionária.

“O que for gerado a mais de energia vira crédito na concessionária para ser abatido na conta no final do período. O excedente não vai fora e tem 60 meses para gastar”, afirma. E, acrescenta, no que diz respeito a voltar para a rede, a energia a mais será consumida nas imediações de onde foi gerada. “O vizinho ao lado vai consumir essa energia”, afirma. Hoje, a região Alto Uruguai tem 171 usinas de sol.

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