Mais de 40 Secretárias e secretários das Paróquias, da Cúria Diocesana e do Seminário de Fátima participaram de encontro de formação nesta terça-feira, 17, no Centro de Pastoral e Administração.
Pe. Cleocir Bonetti, Coordenador da Cúria Diocesana, acolheu a todos, agradecendo o trabalho que realizam em suas funções e informando a pauta do encontro, oração inicial, dinâmica de apresentação, palavra do Administrador Diocesano, reflexão sobre a acolhida na hora da dor, com Professor da URI, Felipe Biazus, missa, almoço no Seminário e visita a dois espaços novos da Diocese, Lar Sacerdotal e Sede da Cáritas, conhecimento dos setores da Cúria e do serviço de cada um.
O Administrador Diocesano, Pe. Antonio Valentini Neto, referiu-se à situação vivida atualmente pela Diocese de estar sem bispo e a caracterizou como momento especial de comunhão e corresponsabilidade maiores da parte de todos no andamento da Diocese até o início do ministério episcopal do novo Bispo, do qual não se tem previsão, mas que se espera seja brevíssimo. Ressaltou o serviço prestado nas secretarias, diferente de um simples emprego; a necessidade de vibração, mística e espiritualidade; o zelo em tudo o que é realizado, especialmente na documentação, pois o que é feito hoje vale para sempre. Motivou esforço especial na comunicação, possivelmente criando grupos de destinatários paroquiais de correio eletrônico e outros recursos para repassar informações, com a devida prudência e discernimento.
A acolhida na hora da dor
Professor Felipe Biazus, coordenador do Curso de Psicologia da URI, campus de Erechim, em sua reflexão, indicou pistas para a superação da dor pela perda de quem se ama, uma das situações mais difíceis da vida. A morte é o maior limite humano. A religião é importante pelo que oferece como resposta à finitude. Há necessidade de uma reeducação para a morte, uma vez que faz parte da vida, mas a sociedade atual como que a esconde. Destacou a importância do processo do luto, direito de quem perde alguém e dever de uns para com os outros. Devolve ao enlutado a chance de uma nova história. Cada pessoa vive a sua dor e ninguém vive a dor do outro. Distinguiu o processo do luto em diferentes situações de morte, súbitas e violentas, depois de prolongado tempo de enfermidade. Para ele, o melhor remédio na dor é ajudar os outros, especialmente pela escuta. Relacionou algumas expressões a serem evitadas com a pessoa enlutada. Teceu considerações sobre como acolher quem se dirige à secretaria para encaminhar a celebração de exéquias, a celebração litúrgica do sepultamento.