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Ação social:Um exemplo a ser seguido

A finalidade do projeto é trazer um pouco mais de conforto e dignidade as famílias em vulnerabilidade social. “A melhor retribuição na realização do projeto é ver o sorriso das pessoas”, disse Carla

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“A melhor retribuição na realização do projeto é ver o sorriso das pessoas”, disse Carla
Para fazer o forro da moradia que tem 36 metros quadrados foram utilizados em torno de 200 caixas de
Esse foi o primeiro projeto de Carla e a ideia é continuar para atender outras famílias carentes
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Ajudar quem precisa, se doar para causas sociais, trabalhar sem receber um salário no final do mês, pode parecer estranho, bizarro e descabido para muitas pessoas hoje em dia. No entanto, muita gente se dedica a projetos sociais com famílias desestruturadas, que passam dificuldades financeiras, que não conseguem por si só mudar a sua realidade e precisam de atenção, assistência, informação e suporte material para melhorar de vida. E é justamente isso que está fazendo a futura assistente social, Carla Giovana Zitzke Alba, em bairros pobres de Erechim.   

Carla é coordenadora do Projeto Brasil sem Frestas em Erechim, que foi criado para famílias com vulnerabilidade social e consiste na construção de chapas feitas com caixas de leite para revestimento de residências que não tem forração interna. O projeto foi criado pela química Maria Luisa Camozzato de Passo Fundo.

Conforme Carla, a finalidade da ação é trazer um pouco mais de conforto e dignidade as famílias em vulnerabilidade social. A primeira ação do projeto ocorreu no mês de agosto e teve a colaboração de voluntários do Sesc e da Igreja Santas Missões e foi feita numa moradia do Bairro Progresso.

As caixas de leite para montar as chapas foram arrecadadas por doações ao longo de um ano, a família além de ser contemplada com o forro da casa ainda recebeu doações de alimentos, móveis e roupas.

Para fazer o forro da moradia que tem 36 metros quadrados foram utilizados em torno de 200 caixas de leite e suco, doadas na Igreja Santas Missões, localizada no Bairro Morada do Sol e na empresa Procad Plotagens, pontos de coleta. Além de todo trabalho em arrecadar as caixas, fazer a montagem do material, o grupo fez a instalação das chapas na casa.    

A maior dificuldade não é arrecadar as caixas, mas montar as chapas devido à falta de um lugar com espaço para reunir o material e construir as chapas. Segundo Pâmela Alba, filha de Carla e que também participou da ação, o que o grupo precisa no momento é uma sede para fazer as chapas. “Essa é a maior necessidade do momento, porque fizemos em espaços improvisados, um dia foi na igreja, outro em casa e isso dificulta o trabalho. Então, se alguém quiser colaborar com o projeto e ceder um espaço o grupo agradece”, diz Pamela. 

Esse foi o primeiro projeto de Carla e a ideia é continuar para atender outras famílias carentes. Ela diz que a parceria deu certo e ajudar outras pessoas é um dos seus objetivos de vida. A felicidade das outras pessoas é o que motiva Carla fazer esse tipo de ação. “A melhor retribuição na realização do projeto é ver o sorriso das pessoas”, disse Carla.

A próxima ação do grupo, para dar continuidade ao Projeto Brasil sem Frestas, já está sendo elaborada, e deve ser realizada em setembro em outra residência de Erechim. A proposta será um pouco diferente, revestir as paredes com as chapas construídas com caixas de leite e suco.

O único objetivo de Carla é ajudar outras pessoas e num futuro próximo ela quer criar uma organização não-governamental (ONG) para intensificar ainda mais as ações sociais em comunidades carentes.

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