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Santa Terezinha mantém cuidado específico da qualidade de água

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar conta com um médico infectologista, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem. Para compreender melhor como é realizado o trabalho, o Bom Dia conversou com a enfermeira, Juliane Bortolotto

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Em torno de 12 pessoas estão envolvidas entre a limpeza e desinfecção, coleta, entrega, e análise da
Por Izabel Seehaber
Foto Rodrigo Finardi

A portaria 2616/98 do Ministério da Saúde orienta que todas as instituições de saúde devem constituir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, comumente chamada C. C. I. H. Este serviço é responsável por coordenar as atividades de investigação, prevenção e controle, visando reduzir a incidência e a gravidade das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), mantendo as menores taxas possíveis. Em meio às ações da Comissão está o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar - SCIH - que colocará em prática o Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH). O PCIH é um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares.

Na Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, o SCIH conta com um médico infectologista, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem. Para compreender melhor como é realizado o trabalho, o Bom Dia conversou com a enfermeira, Juliane Bortolotto.

Segundo ela, a prevenção e o controle das infecções hospitalares exigem a aplicação sistemática de medidas técnicas e administrativas, orientadas por informações obtidas por meio de sistemas de vigilância epidemiológica e de monitoramento de indicadores de processos, com base na legislação. “No Programa de Controle de Infecção Hospitalar há o controle da qualidade da água. Em nosso hospital consideramos três pontos (unidades) que requerem controles mensais da qualidade da água: o serviço de Hemodiálise, o Lactário e o Laboratório para que não haja contaminações e infecções cruzadas”, explica.

O hospital realiza a limpeza e desinfecção, por uma empresa terceirizada. As ações são semestrais para as caixas d'água que fornecem água para as unidades do hospital e a cada três meses é realizada a limpeza e desinfecção das caixas que fornecem água para o serviço de hemodiálise, onde é fornecido um laudo de limpeza e desinfecção e um relatório fotográfico de cada limpeza. “Na hemodiálise a água utilizada no preparo do “banho” de hemodiálise, passa por um processo de osmose reversa, onde são feitas análises semestrais das características físico-químicas, coliformes fecais e totais e bactérias heterotróficas da água da osmose reversa, que fica sob responsabilidade do Serviço de Hemodiálise”, cita.

A enfermeira acrescenta que, no Lactário é utilizada somente água filtrada, para preparação das fórmulas e dietas enterais (administradas no paciente por sonda enteral).

Já no Laboratório é utilizado um deionizador, do qual a água é utilizada para repor água nos equipamentos e lavagem de vidrarias (tubos, lâminas, pipetas) para após serem esterilizadas. “Portanto precisamos realizar análises bacteriológicas (testamos, coliformes fecais e totais e bactérias heterotróficas), que é feito pelo Laboratório terceirizado Amabios, para verificarmos e descartamos possíveis contaminações da água consumida no hospital, então mensalmente coletamos cinco amostras de água, sendo três pontos fixos (Hemodiálise, Filtro do Lactário, Deionizador do Laboratório) e em outros dois pontos são coletados das outras unidades do hospital, sendo que pelo menos uma amostra de cada unidade é coletada e analisada”, afirma.

Juliane salienta que a caixa de coleta com os frascos, que devem ser estéreis, são fornecidas pelo laboratório que faz a análise. “As amostras são coletadas das torneiras ou pontos de saída da água para o consumo, que são previamente desinfectadas. Quem faz essa coleta é uma pessoa do SCIH ou a enfermeira ou a técnica de enfermagem”, pontua.

Em torno de 12 pessoas estão envolvidas entre a limpeza e desinfecção, coleta, entrega, e análise das amostras.

Cuidados essenciais

Os cuidados, de acordo com a enfermeira, são: manter as caixas d'água fechadas e as tampas presas, evitando que entre sujidade; sempre que houver manutenção ou troca do local das caixas, após elas devem ser limpas e desinfectadas, mantidas as telinhas nos orifícios; cuidados com a coleta e transporte das amostras; após a coleta devem ser acondicionadas em caixa própria, com gelo e imediatamente entregue ao laboratório; e no dia da limpeza e desinfeção, evitar que falte minimamente água dentro do hospital.

Na opinião de Juliane, a parceria com o Laboratório Ambios veio em boa hora, já que o hospital está em crise financeira e o custo dos exames é um pouco elevado. “Fizemos tudo, tanto limpezas e desinfecções das caixas e exames da água conforme a legislação e determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa".

 

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