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O hobby que traçou o caminho de vitórias

O gosto por caminhadas e corridas levou a erebanguense, Sandra Mara Bortoli, a momentos de felicidade intensa, pódios, emoção e até mesmo superação

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“No momento em que a corrida virar hábito na sua vida, ela vai lhe amar incondicionalmente”, Sandra
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O que era um hábito aos poucos foi ganhando uma força ainda mais expressiva. O gosto por caminhadas e corridas levou a erebanguense e professora de educação infantil, Sandra Mara Bortoli, a momentos de felicidade intensa, pódios, emoção e até mesmo superação.

Aos 37 anos, ela concedeu entrevista ao Bom Dia e, entre um chimarrão e outro, relatou que sempre teve um apreço especial por esportes. “Teve um tempo em que pratiquei vôlei, depois futebol, mantendo um envolvimento muito bom com a prática esportiva. As caminhadas sempre foram frequentes. Há mais de cinco anos elas foram sendo incrementadas com corrida, na qual a dedicação foi sendo mais intensa e há dois anos, a bike foi inclusa na rotina”, relatou.

Sandra comentou que, em razão de gostar de correr, quando começou, a prática não saiu mais da sua programação diária. “É assim mesmo, quando começamos não queremos mais parar. É muito bom, faz bem para o corpo, para a saúde e para a alma”, acrescentou.

As corridas também provocaram mudanças significativas na rotina de Sandra. Segundo ela, o organismo começa a “pedir” exercícios. “Se tenho dor na perna, por exemplo, e não posso correr, fico nervosa”, pontuou.

O dia a dia de trabalho como professora é compartilhado com intervalos de treino. Atualmente ele ainda não tem um horário fixo, mas o que não falta é motivação. “Não tenho um momento certo para treinar, há dias que faço pela manhã ou à tardinha, isso porque tenho acompanhamento de uma academia em todos os fins de tarde”, ressaltou, citando que, até pouco tempo, ela que resolvia quanto tempo ia correr por dia, mas hoje conta com o acompanhamento, o qual é importante até mesmo para controlar um pouco a intensidade das corridas e evitar exageros. “Temos que cuidar, já fui alertada sobre os riscos, mas enquanto não sentimos dor, achamos que não vamos nos lesionar”, salientou, se referindo a uma lesão que a deixou fora dos treinos durante uma semana.

Em paralelo aos treinos, a atleta reforçou que é preciso ter um controle nutricional. “Já faço um acompanhamento com uma profissional da área para me orientar. Fica esse alerta, é importante observar todos os aspectos para não comprometer a saúde. Hoje me sinto bem. Além do mais, não posso ficar doente, pois a corrida não me sustenta. Eu corro por prazer, não tenho nenhum tipo de lucro, então preciso trabalhar”, relatou, destacando: “a minha saúde é prioridade e por isso é fundamental manter a atenção redobrada”.

Os pódios

O amor pela corrida fez com que o hobby se tornasse um caminho até os pódios. A primeira rústica em que Sandra participou foi na terra natal. Depois foi em Getúlio Vargas e assim sucessivamente. “Hoje em dia é “automático”, não posso ver a inscrição para uma corrida que já quero fazer”, disse sorrindo.

Sandra também já participou da meia maratona de Chapecó. “Não sei descrever em palavras o que senti naquele momento. Foi incrível, uma experiência inesquecível. Só quem corre para entender”.

A atleta não sabe ao certo a quantidade de prêmios que já recebeu, mas estima que de corridas são em torno de 20. “Todas as competições em que participei, tive pódio”, afirmou.

Corridas que geram amizades

Além de beneficiar a saúde física e mental, as corridas propiciam que Sandra seja agraciada com muitas amizades. “Participo de um grupo de corrida da região, o ‘Corre-Tchê’, envolvendo apaixonados pela prática nos municípios de Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Estação e Erebango. É muito bom, nos reunimos, vamos juntos nas competições, fizemos amizades. Isso se torna mais prazeroso que a própria competição. No meu caso eu sempre vou para competir comigo mesma. Nós vamos até o nosso limite, sabemos até onde podemos ir, mas sempre queremos nos superar”, enfatizou.

A bike

A bike é outra paixão na vida de Sandra. “Começou com aquele sonho de criança de ter uma bicicleta. Quando completei 35 anos de idade, me presenteei com uma bicicleta usada. “Comecei a participar dos pedais pela região, em seguida consegui uma bike um pouco melhor. Já competi e tive pódio também”, frisou, acrescentando que se tivesse que escolher entre a corrida e a bike, não saberia. “É outra paixão”, definiu.

A próxima meta da erebanguense é aprender a nadar. “Quero muito aprender, inserir no cotidiano essa prática esportiva”.

Os desafios

Quando questionada sobre o que diria às pessoas que por vezes sentem-se inseguras ao iniciar a prática esportiva, Sandra é direta: “O medo temos que vencer sempre. Quando vamos para um pedal, por exemplo, há o medo, sei que não posso cair, preciso ficar em plenas condições para o trabalho. O mesmo acontece nas corridas. Já cheguei a pensar: ‘sou muito velha para isso, devia ter começado há um tempo atrás’. Hoje já consegui tirar isso da cabeça, sei que se está acontecendo agora é porque tenho esforço suficiente para vencer os desafios, fazer os treinos, aproveitar o momento. Se fosse há alguns anos, talvez não conseguiria”.

A atleta realçou que, se a pessoa tem vontade, tem que correr. “No momento em que a corrida virar hábito na sua vida, ela vai lhe amar incondicionalmente. Você vai precisar dela, não vai conseguir parar. Para mim correr é vida. Me sinto forte”.

O sonho da São Silvestre

Sandra revelou que o projeto atual e até o fim do ano é a São Silvestre. “Tenho essa meta. As inscrições iniciam em agosto e aí vou lutar por patrocínio e se Deus quiser estarei lá”, antecipou.

Apoios não faltam

Em meio aos anseios, expectativas e superações, Sandra conta com suportes especiais. “Tenho dois principais apoios que são os meus filhos, Donavan (13) e Geemily (20). Eles gostam de corrida, bike, e me apoiam. Ela já chegou a dar como presente uma inscrição de corrida. É uma realização. Acredito que seja exatamente por isso o momento certo de tudo acontecer. Além de todas as alegrias que a corrida e a bike me proporcionam, tenho eles comigo”, contou.

Além disso, a atleta tem um apoio imenso da academia e, é claro, dos amigos. Até mesmo aqueles que não competem, não deixam de encaminhar mensagens de apoio a ela que se torna um exemplo, uma inspiração por meio do esporte.

 

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