Essas são as principais reivindicações dos moradores do Bairro Bandeirante: o asfaltamento das ruas e um pouco mais de segurança. Segundo o presidente da Associação de Moradores do Bairro Bandeirante, Marno Somenzi, a comunidade tem em torno de 80 famílias e 24 anos de existência. O Bairro Bandeirante fica ao lado dos Bairros Cotrel e Agrícola.
Marno está à frente da associação há uns quatro anos e afirma que a maior demanda do bairro Bandeirante é a melhoria do espaço urbano. “Já faz quase cinco anos que estamos lutando para conseguir asfaltar as ruas do bairro. Já fomos falar com o prefeito Schimdt, mas até agora não houve resposta, não deram nem previsão”, diz.
Ele lembra que até pouco tempo o bairro tinha problema de esgoto, no entanto, foi arrumado pela prefeitura com a ampliação da tubulação. “Agora está tranquilo”, afirma.
Luz e água
Conforme Marno, quando falta luz na rua em função de queimar as lâmpadas ou qualquer outro problema, depois de fazer o protocolo na prefeitura normalmente é consertado. Às vezes falta água no bairro e quando volta o fornecimento ela vem suja. “Vem com barro”, diz.
Segurança
O morador afirma que a preocupação da comunidade é com a segurança pública, já que o bairro tem muito problema de assalto nas residências. “Normalmente são roubadas coisas que ficam do lado de fora da casa, dentro de casa é mais difícil porque a maioria dos moradores têm alarme nas casas, mas se tiver alguma coisa fora eles levam”, afirma.
Vida em comunidade
“Para mim morar aqui é bom, os vizinhos são conhecidos, se a gente sai eles cuidam da casa. Os mais próximos a gente avisa e eles olham, temos uma vida normal em comunidade”, afirma.
Sede da associação
Conforme Marno, a comunidade não tem sede da associação de moradores, mas o objetivo é um dia construir. “Mas só vai sair se a prefeitura ajudar, porque ainda não temos lugar”, diz. Ele acrescenta que se desse para fazer junto a área da praça a comunidade iria batalhar para fazer nesse local. Agora está tudo parado e a praça só tem terra”, observa.
Praça
O bairro tem uma espaço destinado ao lazer, para ser uma praça, inclusive chegou a ter cerca, um campinho de futebol e brinquedos, no entanto, foram roubados e depredados. “Hoje, não tem nada, foi feito o campo, cerca, colocado brinquedos, tudo, mas o pessoal começou a roubar e quebrar as coisas, levaram até a tela das cercas, portão, tudo”, lembra.
Marno comenta que chegaram a roubar os palanques concretados no chão e quando não levavam inteiro quebravam para carregar o que sobrava. “De vez em quando a prefeitura aparece aqui vem para roçar”, diz.
Ele observa que a ideia é tentar revitalizar o espaço, que precisa ser praticamente todo refeito, porque foi totalmente vandalizado. “As crianças gostavam de vir brincar neste local, jogar bola. Agora só ficou grama e terra”, diz.
Líder comunitário
Marno gosta de ser líder comunitário, mas falta apoio, às vezes, da própria comunidade. “A gente convida outras pessoas para participar, mas elas não dão apoio, estão afastadas, desanimadas, acham que se envolver não vai dar em nada”, afirma. E, acrescenta, muito disso ocorre porque, segundo ele, a comunidade pede as coisas para a prefeitura, que não dá a devida atenção. Ele ressalta que a associação está em dia e no período de trocar a diretoria, mas que ninguém quer assumir este compromisso.