No dia 8 de maio de 2018 o Jornal Bom Dia trouxe a história da menina Manuella, que ainda estava no ventre de sua mãe, Karine Resende Coelho, com 40 semanas de gravidez. Na 32ª semana, em uma ecografia de rotina, o médico responsável detectou uma anormalidade no coração. Não foram detectadas partes do órgão. Diante do diagnóstico, encaminhou para um profissional médico especialista em Cardiologia Fetal, para aprofundar na investigação e ficou diagnosticado que “Manu” que era chamada pelos pais, tinha Síndrome da Hipoplasia do Ventrículo Esquerdo (parte do coração não se desenvolveu adequadamente).
A transferência
Em Erechim não tinha como garantir o nascimento e a sobrevivência do bebê. A Prefeitura e a Coordenadoria de Saúde, após determinação da Justiça, conseguiram transferir a mãe para Porto Alegre, na Santa Casa (centro especializado em cirurgia cardíaca neonatal). Isso era 10 de maio de 2018.
Quando a mãe, Karine e o pai Michael Jhonny entraram na UTI móvel na Fundação Hospitalar Santa Terezinha, o semblante dos dois, era de esperança. A primeira filha do casal estava tendo a chance de lutar pela vida.
Em 12 de maio veio ao mundo
Dois dias depois, 12 de maio, Manuela veio ao mundo e nos braços do pai sorria como dizendo “obrigado”. Sua luta durou exatos 30 dias, e faleceu no dia 12 de junho, após ter sofrido três paradas cardíacas.
Três paradas cardíacas
Ao longo dos trinta dias de vida, a menina Manuela passou por uma cirurgia cardíaca, para tentar corrigir o problema. Estava na UTI sob cuidados médicos. Com duas semanas de vida começou a ficar inchada, conforme o relato do pai. Teve um rim paralisado. Passou por sessões de diálise para que o órgão voltasse a funcionar. Após as três paradas cardíacas, ela mais uma vez lutou bravamente pela vida, mas acabou não resistindo e faleceu. Filha de pais jovens, que tem toda uma vida pela frente e precisaram amadurecer rápido pelas dificuldades impostas pela vida. Manu foi uma lição de vida para todos, em um curto espaço de tempo.
Histórias surpreendente
Mas a vida nos reserva histórias surpreendentes. Karine e Michael, após o revés, não escondiam de ninguém que queriam ter um filho. Foram meses difíceis, lutando para tentar “compreender” e aceitar a perda de Manu. Pouco mais de três meses depois, veio a notícia que esperavam: Karine estava grávida.
Sentimentos de fundiram
Nesse momento, alguns sentimentos se fundiram. Um misto de felicidade e não tinha como não pensar no problema da Manu, que lhe foi tirada dos braços de forma tão precoce.
Tudo perfeito com o feto
Na fase dos primeiros exames, tudo perfeito com o feto. E o que deixou os pais irradiantes, era uma menina. E escolheram o nome: Heloísa que significa saudável, combatente gloriosa, guerreira, uma pessoa que será persistente em sua vida.
Um presente chamado Heloísa
O casal então decidiu que Heloísa viria ao mundo através de parto normal. E ela nasceu aos 33 minutos do dia 12 junho, há exato um ano da morte de sua irmã, Manuella. Um presente para Karine e Michael, que a partir de agora irão comemorar o Dia dos Namorados e o aniversário da filha Heloísa juntos e a certeza que Manu, esteja onde estiver, está presente em suas vidas.
A sensibilidade
Heloísa veio ao mundo com 46 centímetros e pesando quase 3,5 quilos, E saudável, muito saudável. Mas os pais, com grande sensibilidade registraram também com o nome da irmã, que faleceu um ano atrás: Heloísa Manuella Resende Neri.
“A chegada de nossa princesa”
A mãe, Karine relata a emoção quando tomou Heloísa em seus braços: “Estamos muito felizes com a chegada de nossa princesa, nosso arco-íris, Ocorreu tudo bem, graças a Deus que mandou a Heloísa exatamente no dia que completa um ano da partida da Manuella, que foi uma grande tristeza para nós. Mas Deus sabe como trabalhar”, finaliza.