Um dos primeiros moradores do Bairro Paiol Grande de Erechim, Eliseu Drumn, de 57 anos, que vive há pelo menos 20 anos no bairro e, na mesma casa, se deparou com uma situação diferente.
A uns dias atrás, seu Eliseu estava fazendo o muro da divisa do terreno, e enquanto cavavam para fazer a base, uns 40 centímetros de profundidade, os pedreiros encontram um artefato de ferro pesado.
Os pedreiros falaram para concretar na base do muro, já que era de ferro, no entanto, seu Eliseu quis ver o que era, pegou o objeto e foi removendo a terra para identificar melhor a peça de ferro. Depois de tirar a terra grudada, Eliseu ficou surpreso, pois descobriu que o objeto se tratava de um morteiro, uma granada de morteiro.
Dias depois, entrou em contato com a redação do Jornal Bom Dia para dizer o que havia encontrado. Quando cheguei ao local, a granada estava bem limpa e em cima da mesa da cozinha. Eliseu pegou o artefato na mão e começou a me contar a curiosa história.
“A peça não tem explosivo, detonador, está oca, um pouco enferrujada, mas ainda em ótimo estado de conservação”, disse
Ele disse que serviu ao Exército há quase 40 anos, e teve contato com esse artefato no quartel no Pelotão de Morteiro no 17º Batalhão de Infantaria de Cruz Alta. “Fiz um tiro real dessa arma, eu sabia mais ou menos do que se tratava”, conta.
Eliseu explicou que na parte de cima tem uma rosca para encaixar o que seria o detonador, e na parte de baixo a pólvora, dentro de um saco branco. “Essa é uma arma usada na guerra”, comenta. Ele procurou por alguma data e escritos, mas não tem nada no artefato que deve pesar uns cinco quilos.
Perguntei para ele se tinha ideia de como o artefato foi parar ali, e ele disse que não fazia ideia. “Era tudo mato quando vim morar aqui, ninguém veio antes que eu, tinha lavoura quando fiz a casa”, explica.