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Funcionários se dizem perseguidos pela administração municipal e ameaçam paralisar as atividades

Os funcionários dos cemitérios municipais Santa Cruz e Pio 12 estão preocupados e se sentindo ameaçados pela administração municipal de Erechim. Eles afirmaram, na manhã de terça-feira (26), à reportagem do Jornal Bom Dia, em frente à prefeitura, que estão sendo perseguidos e pressionados

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Funcionários dos cemitérios estão preocupados com essa situação depois que o ponto foi cortado no úl
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Os funcionários dos cemitérios municipais Santa Cruz e Pio 12 estão preocupados e se sentindo "ameaçados" pela administração municipal de Erechim. Eles afirmaram, na manhã de terça-feira (26), à reportagem do Jornal Bom Dia, em frente à prefeitura, que estariam sendo perseguidos e pressionados. Nesse último fim de semana, os funcionários trabalharam sem registar o ponto, que foi cancelado, mas não foi avisado aos servidores que seria feito isso. "Nos sentimos humilhados, e isso não é de hoje", relatam os funcionários, que preferem não se identificar.  
Eles tentaram conversar com a administração municipal sobre o entendimento da lei, as escalas de trabalho e as horas extras nos fins de semana, nessa mesma manhã, que na visão deles está sendo interpretada erroneamente pela gestão atual. "O nosso trabalho sempre funcionou normalmente, mas agora estão querendo mudar. As horas de fim de semana são remuneradas", diz o grupo. 
Os servidores afirmam que desde o começo da administração tem ocorrido uma "perseguição". "Querem tirar benefícios, cortar as horas e sem motivos", citam. O grupo desabafa e diz que o valor é tão insignificante que um cargo de confiança a menos em cada cemitério pagaria a conta das horas extras. 
O grupo disse que se até o próximo fim de semana não for resolvida essa situação, com a volta da remuneração nos fins de semana, eles vão paralisar as atividades nos cemitérios municipais e não vai ter ninguém para fazer sepultamento.  
Com esse ganho extra nas horas de fim de semana eles comentam que têm um aumento de R$ 500 no salário no mês. "É com esse ganho a mais que conseguimos nos defender ainda, comprar a nossa comida, senão não tem condições de trabalhar. Não temos sábado e nem domingo para ficar com a família e fazer um passeio", conta um dos servidores. 
Outro acrescenta que quando a prefeitura está fazendo ponto facultativo durante dois, três dias, eles estão trabalhando. "Não tem comunicação, ninguém passou a informação de como vai ficar essa situação", diz. 
Eles dizem que tem muito trabalho e a responsabilidade é grande nos cemitérios, já que fazem limpeza, construção de gavetas, lidam com documentação, exumação e sepultamento. "É tudo com nós", afirmam os servidores. 
Os funcionários fizeram um levantamento do material ocupado em 2018 em um cemitério. Conforme o cálculo, foram utilizados 36 mil tijolos maciços, 296 sacos de cimento, 296 sacos de cal e 96 metros cúbicos de areia.
Uma preocupação dos funcionários é quando eles precisam fazer a exumação e translado. "Poderiam dar a lavagem da nossa roupa, que fica com um cheiro muito forte. Temos que levar para casa para lavar. Podia ter um vestuário de plástico e uma lavanderia contratada para lavar nossas roupas", comenta um dos servidores. 
Segundo outro funcionário, depois de fazer a exumação eles precisam lavar as luvas e usá-las de novo. "Temos que lavar com sabão e água. Não tem um produto especial para isso", diz.  
Os funcionários do cemitério só querem fazer o trabalho deles e resolver essa situação com diálogo, mas segundo eles, esbarram na falta de conversa da prefeitura. O grupo diz que não precisa de tanta gente para o bom funcionamento dos dois cemitérios. "Qual a necessidade de ter dois chefes em cada cemitério? Antigamente a gente trabalhava com um chefe e funcionava bem melhor que agora. Hoje, um manda de manhã e outro desmanda de tarde. E nos fins de semana resolvemos as coisas sozinhos, quando liga ninguém responde. É muito difícil", conta um dos servidores. 
Resposta da prefeitura 
A prefeitura disse em resposta ao Jornal Bom Dia que os fins de semana não deixarão de ser remunerados como horas extras e que nada vai ser alterado. Explicou que o recente decreto foi apenas revalidado nos mesmos termos do anterior. Quantos aos cargos de confiança (CCs) que trabalham nos cemitérios, a prefeitura disse que são dois CCs, um chefe do setor de alvará e o chefe do Cemitério Santa Cruz, os demais são funcionários concursados (FG e GS).

 

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