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Getuliense celebra 100 anos e emociona familiares e amigos

Antonina Gempka aproveitou o sábado para fazer o que mais gosta: reunir familiares e amigos em grande festa

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De forma discreta e serena, a vó, como é carinhosamente chamada, demonstrou a felicidade em ver tant
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Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Aniversários são momentos especiais e que merecem ser comemorados. Já imaginou então celebrar 100 anos?

Foi exatamente isso que aconteceu neste sábado (23), em Erebango. Familiares e amigos da felizarda Antonina Gempka não esconderam a alegria e a emoção em compartilhar mais esse importante momento.

Ela é getuliense mas como há familiares em Erebango e municípios vizinhos, foi escolhida a Capela São Sebastião para registrar esse marco e confraternizar o centenário de Antonina. De forma discreta e serena, a vó, como é carinhosamente chamada, demonstrou a felicidade em ver tantos gestos de amor. 

As homenagens iniciaram com uma missa em Ação de Graças, a qual teve a presença de dois padres: Moacir Noskoski e padre Paulo, que também é familiar da aniversariante e veio de Curitiba para prestigiar a festividade. Logo após os convidados foram ao Salão Paroquial para um almoço especial. 

A cada palavra, olhar, abraço, sentimentos e opiniões em comum: um exemplo de mãe, avó e bisavó. Uma verdadeira heroína, como definiram seus netos.

Vida de alegrias e desafios

Vários fatos marcaram as 10 décadas de vida de dona Antonina. Muitas coisas boas e também desafios. Nascida na localidade de Rio Castilhos, interior de Getúlio Vargas, desde cedo enfrentou dificuldades no campo as quais foram ultrapassadas com muito entusiasmo e é claro, fé. Conforme os familiares, até hoje ela segue a tradição de rezar o terço duas vezes por dia e assiste a missas pela televisão. Devota de Santo Antônio, ela se torna exemplo e inspiração a todos.

No passado, além da lavoura, a suinocultura foi outra atividade responsável pela renda da família.

Dona Antonina foi casada por 69 anos com Constant Gempka, sendo que ficou viúva há 10 anos. Fruto do relacionamento nasceram 13 filhos, sendo que cinco já são falecidos.

Atualmente ela tem 30 netos e 43 bisnetos.

A filha Petronila destaca que a mãe sempre trabalhou no campo. “Ela plantava, criava galinhas. Era um tempo difícil, não tinha geladeira, máquinas, era complicado, mas ela sempre estava à frente”, relata.

Aos poucos, com uma ajudinha, ela consegue caminhar. “Muito religiosa e se preocupa com a família. Ela é muito carinhosa e não mede esforços, gosta de companhia. Quando não tem visita ela assiste a missas e fica rezando. A mãe também sempre gostou de jantas, festas”, comenta Petronila.

As superações

Tudo ia muito bem com dona Antonina, quando aos 94 anos, um susto: a necessidade de um procedimento na região do intestino. Os médicos alertaram que havia riscos. Contudo, o que eles não sabiam, é que se tratava de dona Antonina, um exemplo em força de vontade e persistência. Ela fez a cirurgia, se recuperou e voltou à rotina.

Já aos 97 anos, outra situação delicada: a vó Antonina acabou caindo em casa e fraturou o fêmur. Um tempo de recuperação e aí está ela, firme e forte.

“Nossa inspiração”

Os netos Izael, Márcio, Vinicius, Moacir e Marines, ressaltam o amor e a gratidão à matriarca. “É nossa heroína. Chegar aos cem anos de idade, vencendo tantas dificuldades, com muito trabalho, é motivo de muito orgulho. Ela repassou o principal à família: educação e bons exemplos. A fé e a alegria nos motiva a prosseguir, ter fé e batalhar por nossos objetivos, se espelhando no dia a dia dela. É a nossa inspiração. Sem falar em todo o cuidado que ela sempre teve. As nossas dificuldades são vencidas porque ela está nos ajudando por meio da oração”, enalteceram.

Atualmente dona Antonina mora com a filha mais nova, Marlene e toma apenas dois medicamentos para cuidados básicos do coração.

 

 

 

 

 

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