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Ciclovia: “é perfeitamente viável”

Essa é avaliação do engenheiro civil e professor da URI – Erechim, Fabiano da Silva Jorge, sobre projeto para implantação de ciclovia e ciclofaixa em Erechim, que já foi entregue ao poder público. Investimento está estimado em torno de R$3,5 milhões para projeto com 23 quilômetros de extensão, considerado valor baixo pelo seu tamanho e importância

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O diferencial que o município tem parar implantar o projeto é que as ruas são pavimentadas e isso di
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Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A mobilidade urbana é um conceito amplo que envolve muitas formas de transporte, e uma delas é a ciclovia. Em novembro do ano passado foi entregue ao poder público municipal um projeto básico para implantação de uma ciclovia e ciclofaixa em Erechim, interligando quase todos os bairros do município. A proposta foi realizada por acadêmicos do curso de Engenharia Civil da URI – Erechim, na disciplina de Análise e Projeto de Transportes do 9° semestre, coordenado pelo professor Fabiano da Silva Jorge. O investimento estimado está em torno de R$3,5 milhões para implantar projeto com 23 quilômetros de extensão. 

Segundo Fabiano, a grande dificuldade que há, não somente de Erechim, é integrar todos os meios de locomoção de forma harmoniosa, para que as pessoas possam caminhar, andar de bicicleta ou de carro de uma maneira tranquila. “Esse é o grande objetivo da mobilidade urbana”, afirma. Com a ciclovia a cidade só tem a ganhar em qualidade de vida, que está nesse contexto, e vai auxiliar quem vai estudar, trabalhar ou fazer a sua atividade física.

O projeto da ciclovia e ciclofaixa para Erechim foi desenvolvido com o objetivo de atender a maior quantidade de bairros possíveis, formando uma rede integrada. A ciclofaixa está localizada na malha viária e a ciclovia entre canteiros, calçadas, fora da malha viária.  

“Em geral tem um metro e vinte centímetros por via, mais quarenta centímetros de segurança para colocar a divisão com a rua. A maioria do percurso é vai e vem, a maior parte tem 2,4 metros mais os quarenta centímetros de divisão. São em torno de 23 quilômetros de extensão, interligando quase todos os bairros do município”, afirma.   

Ele explica que tem uma linha central localizada nas avenidas Sete de Setembro e Maurício Cardoso, que inicia no estádio do Ypiranga e vai até a entrada para o Parque Residencial Estar do Chile. A partir desse eixo principal se fariam as ramificações para os bairros.

O investimento estimado está em torno de R$3,5 milhões para implantar todo o projeto, mas o mais importante, ele pode ser feito em etapas, já que é dividido em nove trechos. “Primeiro a área central, nas avenidas Sete e Maurício e depois as conexões com os bairros”, diz.  

Agora há a necessidade que se faça um projeto executivo, que tem como finalidade detalhar e verificar as necessidades de cada trecho, fazer as adequações do projeto à realidade.

A ciclovia na avenida Sete de Setembro, por exemplo, está prevista no projeto para ser feita ao lado do canteiro central, uma de cada lado, seguindo o fluxo da avenida. “É perfeitamente viável”, salienta.

Conforme Fabiano, para efetivamente implantar a ciclovia em Erechim será necessário também uma mudança de cultura, porque deve ser realizado algumas intervenções no trânsito, no fluxo e estacionamento. “Realmente encabeçar a ideia e executar. Consideramos o valor baixo pelo tamanho do projeto de 23 quilômetros”, observa.

O diferencial que o município tem parar implantar a ciclovia e a ciclofaixa é que as ruas são pavimentadas, isso diminui significativamente os custos do projeto. “Essa é a grande vantagem de Erechim”, afirma.

Fabiano ressalta que para elaborar o projeto foram utilizados parâmetros e normas do Daer, Dnit e Associação Brasileira de Cimento Portland Programa Soluções para Cidades (ABCP) – projeto técnico de ciclovias.

Segundo o professor, Erechim tem plenas condições de fazer a ciclovia, isso porque tem capacidade de implantar o projeto com recursos próprios. “Se não for tudo de uma vez só, fazer em etapas, dividir em trechos e ir executando”, comenta.  

A partir da implantação do projeto haverá um aumento do uso da bicicleta como meio de transporte. “Isso traz melhorias na qualidade de vida, diminuição de custos, impacto no meio ambiente e menos carros circulando na cidade. E não prejudica em nada quem quer usar o carro”, ressalta.

O desenho da ciclovia previsto no projeto foi ligar locais de grande movimentação e utilidade como faculdade, campo de futebol, escolas, mercados e atacados. “Lançamos uma ideia, uma semente e regamos, se agora ela vai dar frutos”, diz.

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