O nono dia de debates do 1º Fórum Bom Dia de Desenvolvimento teve como tema “Balanço geral da feira”. O fórum foi realizado no início da tarde de sábado (17), no estande da TV Bom Dia na Frinape. Estiverem presentes o presidente da Accie, Fábio Vendrúsculo; o coordenador do Agronegócio, Abrão Safro; integrante da comissão organizadora da Cidade da Cultura, Helena Confortin; e, o integrante da comissão organizadora do Salão da Inovação, Lucas Jaskuski, mediados pelo jornalista do Grupo Bom Dia, Rodrigo Finardi.
Fabio explica que são mais de 500 pessoas que se envolveram na organização e realização do evento. A preocupação desde o início foi como trazer o público para feira, e a estratégia utilizada foi um “sucesso”. Segundo ele, o público deve passar dos 200 mil visitantes e “todos esforços de trazer a cidade para essa cidade estão dando certo”.
Ele destaca que todos os eventos do agronegócio tiveram a presença efetiva do público. “Foram sempre de casa cheia”, afirma. E, acrescenta, “como o pessoal do interior está buscando conhecimento quando ofertado”
Quando Finardi pergunta sobre a importância de homenagear em vida as pessoas que ajudaram a construir a feira, Fabio responde que a ideia e o projeto da Accie é construir um memorial associação. “Justamente para homenagear todas essas pessoas e preservar o que tem de bom. Todos tem parcela nesse contexto. No caixão não resolve mais”, ressalta.
Fabio resume a avaliação da Frinape 2018 como sendo emocionante, uma feira de muito trabalho para dar certo com um ano de preparação. “Para mim o que fica é a emoção”, destaca.
Para Abrão, a proposta da Fenagro foi fazer uma transformação, sair do modelo “contemplativo” para uma feira de negócios. “Elemento indutor de melhorias, legado muito além que o encontro das pessoas”, enfatiza. Segundo Abrão, embora as instalações da Fenagro não sejam permanentes elas “foram de muita qualidade”.
Ele ressalta a qualidade dos palestrantes e que isso mostra, mais uma vez, que temos um “nicho aberto de interesse de segmento”. Abrão acrescenta que se depender da equipe da trabalho, do segmento agrícola e do feedback das empresas expositores há um espaço para feira setorial do agronegócio.
De acordo com Helena, a Cidade da Cultura já faz parte da Frinape, estando presente em oito edições da feira e que o objetivo desse espaço nesse ano foi resgatar a história centenária do município, para que os jovens valorizem e saibam como se construiu uma cidade culturalmente. “
Oferecer a crianças e jovens um pouco de cultura e lazer”, afirma.
Segundo Helena, foram organizados nove debates na feira, em que se encontraram grandes lideranças, com conversas de alto nível, abordando vida social, música, literatura, esportes, economia, indústria, comércio, educação, política. Hoje encerram os debates com o tema da comunicação.
Ela observa que o projeto do Café Grazziotin foi reunir pessoas para um bate-papo. “Discutir os assuntos que se discutia na época”, afirma. E, acrescenta, “o Café Grazziotin foi o centro de convergência de todos interesses da cidade. Tudo passava pelo café”, destaca.
Conforme Lucas, a inovação se dá nas pequenas coisas e cita como exemplo o projeto do Café Grazziotin, que reproduziu algo de anos atrás e foi um sucesso. “Aperfeiçoou algo que vinha sendo feito e deu certo”, afirma.
Lucas observa que as palestras do agro tiveram bastante público, mas as do setor empresarial não. “Palestras excelentes sem público relevantes”, destaca. E questiona, “por que as pessoas não estão interessadas”.
“A palavra que tem que buscar é o equilíbrio, estar ligado às tecnologias, aprendendo e se aperfeiçoando, mas comparecer ao corpo a corpo, ler bons livros”, diz.