O sétimo dia de debates do 1º Fórum Bom Dia de Desenvolvimento teve como tema a “Qualificação como fonte de renda”. O bate-papo foi realizado na tarde desta quinta-feira (15), no estande da TV Bom Dia na Frinape. Estiveram presentes a professora do Senac, Daniela Luisa Torriani; a gestora de projetos do Sebrae, Cátia Regina Roy; e o diretor administrativo da Uri Erechim, Paulo Sponchiado, mediados pelo jornalista do Grupo Bom Dia Rodrigo Finardi. A tarde a partir das 18h haverá outro fórum que vai abordar os desafios da agricultura familiar, como manter o homem no campo e a sucessão familiar.
Conforme Paulo, a formação superior auxilia na busca por espaço no mercado de trabalho, da mesma forma que proporciona um salário duas a três vezes maior só por ter essa qualificação. “Nossa missão é formar pessoas qualificadas, que possam exercer com muita capacidade e excelência a formação que vem buscar na nossa universidade”, afirma.
Ele explica que as novas modalidades de ensino atingem outros públicos, que não tem tempo de fazer o ensino tradicional. É uma opção para quem procura se profissionalizar por meio de um ensino digital a distância. “Erechim tem mais de 200 alternativas de formação continuada”, afirma.
Paulo observa que é necessário proporcionar ao diplomado uma formação que o permita olhar o mercado como um todo.
O diretor enfatiza que todas as maneiras de formação continuada são importantes, alternativas para atender a demanda de profissionalização, diferente do olhar da universidade, mas no fim com o mesmo objetivo que é qualificar o profissional.
Segundo Paulo, hoje existe a preocupação de como reter os talentos, empreendedores potenciais e desenvolver a região.
De acordo com Daniela, a principal obrigação do Senac é dar suporte para qualificação. O desafio é fazer com que essa grande quantidade de postos de trabalho fechados possam ser revertido em empreendimentos que originem renda com outras atuações. Daniela destaca, por exemplo, que muita gente está buscando qualificação para ser manicure, trabalhar com pet shop, barbeiro, cursos técnicos com duração curta, mas que vai proporcionar um trabalho e renda. Ela enfatiza que a área da beleza tem crescido muito.
Daniela destaca que em função das demandas atuais há um processo de reinvenção, mas que não ocorre do dia para noite, é lento, os resultados não são rápidos. Assim como o empreendedorismo que também tem um crescimento constante e precisa de qualificação permanente.
O importante, segundo Daniela, é não ser uma fábrica de diplomas, mas formar cidadãos críticos, contribuir na formação de pessoas que tenham ciência de seu papel como profissionais, das suas atitudes na sociedade e assumam a sua contribuição. “O que eu posso fazer diferente”, ressalta. E, acrescenta, “a educação pode mudar vidas, mas não ensinando a teoria pura, mas associando conhecimento, atitude e habilidades”.
Segundo Cátia, o Sebrae trabalha a gestão de micro e pequenas empresas, empreendedores individuais e do meio rural. A sua função seja por meio de curso, consultoria ou assessoria, é auxiliar o empreendedor a melhorar a sua gestão. “É fundamental a qualificação e a profissionalização da gestão”, enfatiza. Ela comenta que o empresário tem que agregar valor àquilo que faz para se manter no mercado.
“Para empreender tem uma série de questões envolvidas, uma delas é o ambiente, e quando o ambiente é propício é mais fácil evoluir. O Sebrae também está se reinventando. O cenário é outro. Se fala muito em inovação, mas como se faz isso, tudo que é cultural é difícil e complexo”, observa.