Credores da Comil apreciam e votam hoje (18) o plano de recuperação judicial modificativo e o laudo de viabilidade econômico financeira da empresa erechinense. As propostas serão apresentadas em assembleia marcada para 15h no Polo de Cultura. O documentos de 62 páginas já foi disponibilizado aos representantes dos trabalhadores que aguardam o pagamentos de ativos trabalhistas, e também aos fornecedores e instituições financeiras que somam a maior fatia dos créditos a receber
O pedido de recuperação judicial da Comil foi protocolado na 2ª Vara Cível da Comarca de Erechim, em setembro de 2016. O objetivo era encontrar solução para o pagamento do passivo de R$ 430 milhões, oriundos principalmente, conforme o setor jurídico, de encargos financeiros com instituições bancárias. Na época os advogados responsáveis pelo processo, Darsio Vieira Marques, Alvaro Marques e Claudio Botton, disseram que a meta era manter os empregos e garantir a continuidade da planta industrial da fábrica de carrocerias de ônibus que chegou a empregar mais de quatro mil trabalhadores.
O juiz de Direito Juliano Rossi, no despacho que autorizou a recuperação judicial, afirmou que a empresa comprovou a necessidade da recuperação judicial diante da grave situação econômico-financeira que enfrentava "Informou que os demonstrativos anexados ao processo apontam um passivo de R$ 430 milhões e que é necessária a manutenção da fonte produtora em função dos postos de trabalho dos empregados ainda não dispensados e dos interesses dos credores", conforme nota divulgada pela assessoria de comunicação da Justiça gaúcha.
A assembleia de hoje é continuidade do primeiro encontro dos credores que ocorreu no mês de março de 2018. Na época a própria Comil pediu a suspensão do processo de apreciação para fazer alterações do plano de recuperação judicial, especialmente na questão dos prazos para quitação dos créditos dos bancos.
Por meio de nota a direção da empresa informou que acredita em resultado positivo. "Todos estamos na expectativa de uma resolução, lembrando que a empresa já iniciou o pagamento dos créditos trabalhistas com a autorização do juiz, o que ameniza a situação dos trabalhadores locais", diz o texto. A empresa preferiu não comentar sobre as mudanças incluídas no documento que pode ser aprovado, rejeitado ou retirado para a inclusão de novas alterações.
O administrador judicial da Comil, Gustavo Andrei Rohenkohl, explicou que após a assembleia geral, encaminhará o resultado ao poder Judiciário, que deverá decidir qual o próximo encaminhamento que será feito neste processo da Comil.