21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Geral

Avaliação divide opiniões

No sábado (15) se comemorou o Dia do Cliente, por isso, a reportagem do Jornal Bom Dia foi às ruas ver o que pensam os consumidores

teste
Paulo Cantele
Vinícius Luiz Pedroti
Liane Zanin
Roni Romani
Ilda Matos
Tiago Zielak
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O Dia do Cliente comemorado sábado dia (15) foi criado com o objetivo de homenagear os clientes e estreitar as relações entre o comércio e os consumidores. A data foi oficializada em 2003 no Rio Grande do Sul, mas atualmente já foi aprovado em 14 estados brasileiros e 167 municípios. A reportagem do Jornal Bom Dia foi às ruas conversar com os consumidores para ver o que eles pensam sobre o comércio local. As respostas dividem opiniões.    

Para o auxiliar de serviços gerais, Paulo Cantele, a vinda de supermercados de fora aumentou a concorrência e aí melhorou o comércio nesse setor. De um modo geral, observa Paulo, o comércio não está se modernizando e o atendimento tem que melhorar.

Segundo o estagiário do Poder Judiciário, Vinícius Luiz Pedroti, o comércio de Erechim é bom e bem estruturado. “Talvez poderia ter um pouco mais de diversidade, mais lojas, fazer um shopping. Sinto falta um pouco disso aqui”, afirma. Para ele, a qualidade dos produtos é satisfatória e o atendimento é bom.

A aposentada Liane Zanin gosta de comprar em Erechim. “Aliás, procuro comprar tudo aqui para prestigiar a cidade”, destaca. Liane enfatiza que o atendimento do comércio é satisfatório. “Sou bem atendida, acho que está muito bom o comércio de Erechim. Estou satisfeita, viajo, mas sempre procuro comprar aqui”, ressalta.

Para o comerciário Roni Romani, as redes de lojas estão muito atuantes na cidade e as lojas familiares estão um pouco paradas. “Estamos muito bem servidos, no momento, na linha de supermercados e farmácias”, comenta. Roni observa que o atendimento tem que melhorar em Erechim, já que se encontram balconistas mal preparados e mal humorados. “Mas não é generalizado”, destaca. Para Roni, falta ainda um pouco mais de atenção desses profissionais, “serem mais espontâneos, alegres e acolhedores quando entra um cliente na loja”, salienta.

A aposentada Ilda Matos, que mora em Porto Alegre, mas vem visitar os irmãos em Erechim, também gosta de fazer compras no comércio de Erechim. “Gosto de comprar aqui, tem lojas que já sou freguesa, compro sempre que venho”, comenta. Para Ilda, o atendimento é muito bom já que os atendentes têm paciência para mostrar os produtos. “Aqui é bem mais tranquilo que Porto Alegre”, enfatiza. Ela acrescenta que normalmente encontra as coisas que precisa e prefere comprar as suas roupas aqui, “porque tem coisas diferentes de lá”. Além disso, Ilda também acaba procurando aqui alguns serviços de saúde.

Para o representante comercial, Tiago Zielak, o comércio está bom, mas poderia melhorar o atendimento. “Eu que trabalho com vendas, ouço o pessoal reclamar bastante do atendimento, que precisa melhorar. Às vezes, o pessoal compra na internet por causa do atendimento”, explica.

Profissional de marketing

De acordo com a professora doutora, Silvana Saionara Gollo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Erechim, “no comércio varejista alguns fatores podem gerar vantagem competitiva, e o atendimento é o primeiro deles”, explica.

Conforme Silvana, os colaboradores devem ser treinados para fornecer um atendimento de excelência, sendo gentis, receptivos e competentes ao oferecer e apresentar os produtos. “Outro fator diferencial é a qualidade, que envolve a venda de produtos dentro das especificações técnicas, além da diferenciação e da diversificação de produtos e marcas que garantam a satisfação de necessidades e desejos dos consumidores”, comenta.

Silvana ressalta ainda que o custo representa outro fator importante da competitividade no comércio. “Visto que custos mais baixos do que os dos concorrentes permite às lojas repassar preços mais competitivos aos consumidores”. A confiabilidade, velocidade e flexibilidade também geram vantagem diferencial no comércio, observa Silvana.

Na sua avaliação, o comércio deve entregar produtos em tempo hábil e nos prazos prometidos, atender de forma rápida e eficiente as demandas do consumidor, avaliar as tendências e ser proativo às mudanças do mercado. 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;