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Sonho realizado

Turma de Técnicos Agrícolas de 1971 do Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emilio Grando se encontra 47 anos depois de formados

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Alunos e professores se reuniram para dividir experiências e manter viva as lembranças dos anos esco
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A turma de Técnicos Agrícolas de 1971 do Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emilio Grando realizou um sonho, 47 anos depois de formados, reviver a sua história num encontro entre os colegas. Uma vida se passou desde que os jovens se formaram, sendo hoje senhores aposentados com filhos e netos. O evento, muito aguardado que demorou alguns anos para ser organizado, reuniu pessoas de todo o Brasil. Ao chegar ao Restaurante Peixe Frito Calgarotto (segundo) na RS 211, os integrantes já estavam no local, conversando e bastante animados.

Cidade humana

“É muito emocionante e lindo rever os colegas”, afirma Leonir Galera Mari, técnico agrícola e advogado, que mora em Cuiabá, Mato Grosso, há 20 anos e veio especialmente para o encontro. “As pessoas têm que fazer isso aí. O encontro foi espetacular. Enquanto tiver condições de me locomover, saúde tem que fazer de novo. A vida passa muito rápido”, destaca.

Leonir ressalta que Erechim é uma cidade espetacular e humana. “Aqui é a Capital da Amizade e confirma o nome”, afirma.

Grande família

“Indescritível. A emoção é grande para todos”, destaca Pedro Martins kokuszka de Almirante Tamandaré no Paraná. Ele enfatiza que o grupo está pensando em fazer o encontro dos 50 anos em 2021. “Estou pensando em publicar um livrinho sobre cada um deles com fotos históricas”, comenta.

Pedro é pesquisador e historiador e tem 18 livros publicados. Ele escreve sobre imigração polonesa no Sul do Brasil, literatura infanto-juvenil, contos, e os seus livros estão sendo utilizados nas escolas de Almirante Tamandaré. “É muito importante fazer esse tipo de encontro, porque ficamos sete anos juntos e constituímos uma grande família. Relembrar é muito significativo”, afirma.

Desafios da agricultura

“Rever os colegas, depois de 47 anos, é fantástico. Parabéns ao Juvenal Pavoni e a equipe que organizou o encontro”, destaca Dilso José Colpo, hoje em Toledo no Paraná. Para ele foi muito importante reviver as histórias, lembranças, e a ideia é se reunir novamente.

Enquanto eu o entrevistava sobre o encontro, Dilso não deixou de enfatizar que a agricultura, atualmente, tem muitos desafios com a monocultura, que acaba gerando o desenvolvimento de pragas e doenças. “Temos que ter um pouco mais de inteligência, investir em pesquisa para amenizar o uso exagerado de defensivos. Tem que evoluir nisso. As cooperativas, sindicatos, universidades tem que começar a trabalhar e pensar algo diferente”, enfatiza. Por fim, destacou, “o encontro valeu, foi nota 10”.  

Sonho realizado

Um dos incentivadores do encontro, Vilson Ambrozi, veio do Maranhão, Chapadinha, viajou de Norte a Sul do país para rever os colegas. “Isso era um sonho”, afirma. E, acrescenta, “faz mais de ano que a gente está mantendo contato e para conseguir unir o pessoal”.

Vilson comenta que o encontro é um sonho realizado depois 47 anos. “Todos estão muito felizes. Está todo mundo bem. E o mais surpreendente é que são as mesmas pessoas, ninguém muda com a idade, permanecem com seus jeitos de ser e maneira de pensar”, ressalta.

Ele lembra que o grupo pensava realmente de maneira parecida. “Gente humilde, que veio do interior e se espalhou pelo Brasil trabalhando na área da agricultura. Que colocaram aqui suas experiências de vida, isso foi muito bom”, enfatiza. Vilson observa que o encontro foi uma união de experiências para todos, que pode ser repassada aos netos. “Soma de experiências vencedoras, infelizmente alguns já se foram”.  

Para Vilson é uma alegria de estar junto e aconselha a todos que estiverem na mesma situação que façam o mesmo. “Porque é reconhecedor, vale o esforço e a gente ganha muito com isso. Estamos tendo a impressão que voltamos ao passado”, pontua.

Diretor da escola

“É uma alegria imensa estar aqui, porque a gente vê que o trabalho que a gente fez frutificou. Vejo eles satisfeitos e participo dessa alegria deles”, afirma o professor de avicultura e suinocultura do Colégio Agrícola, Floriano Buaszik, que está prestes a completar 80 anos, e durante 30 anos foi professor do Colégio Agrícola, assumindo muitos cargos e a direção da escola. “As pessoas têm que fazer isso. É uma imensa alegria, porque nos colégios agrícolas a gente convive em aulas, refeitórios, o dia inteiro, somos uma família, irmãos deles, e a gente se sente gratificado em ver eles com sucesso”, comenta.

De acordo com Floriano, o encontro é muito importante para a vida e um estímulo a outras pessoas. “O Colégio Agrícola é uma base importante para formação, porque abre os horizontes para que cada um depois decida o caminho certo da sua profissão”, enfatiza.

Passado sempre faz parte do presente

O professor de Geografia do Colégio Agrícola Jaime Antônio Pereira, de 86 anos, também prestigiou o evento. Para ele, “participar desse encontro é revigorar, voltar no tempo, principalmente, considerando o tempo que decorreu. Encontrar essa turma com essa vivacidade é ótimo”, destaca.

Segundo Jaime, esses encontros são importantes, “porque o passado sempre faz parte do presente”. E, acrescenta, “lembrando os ex-alunos e vendo os colegas a gente se revigora e sente que não estamos aqui em vão. Importante ver o pessoal ainda sorrindo e ver que eles se realizaram”,         

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