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Estímulo à cidadania

Instituição tem como bandeira a participação do cidadão e o bom uso do dinheiro público

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Gustavo Andrei Rohenkohl
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Como se faz uma sociedade melhor, mais justa, equilibrada e sem desperdício de recursos públicos? Com a formação de uma nova cultura de cidadania, em que há participação efetiva do cidadão no uso do dinheiro público. Essa é uma das ações propostas pelo Observatório Social do Brasil (OSB), instituição não governamental e sem fins lucrativos que atua também em Erechim desde 2013.

Segundo o presidente do Observatório Social (OS) de Erechim Gustavo Andrei Rohenkohl, o cidadão tem que se interessar pelo funcionamento da gestão pública e da aplicação dos recursos públicos. “Porque esse tema vai ter reflexos na educação e na saúde”.

Ele lembra que a motivação para participar do Observatório Social, que é um trabalho voluntário, foi justamente por ele não ser partidário. “A sua bandeira é pela prática da cidadania e o bom uso do dinheiro público”, afirma.

Gustavo ressalta que o trabalho voluntário é extremamente necessário e o seu retorno é exponencial. “Existe um retorno para a sociedade e para o próprio voluntário”, observa.

O presidente do OS enfatiza que a atuação de cidadania não precisa ter necessariamente conhecimento, mas requer, principalmente, vontade de trabalhar e interesse pelo assunto. “O cidadão interessado encontra os caminhos, as ferramentas para acompanhar”, comenta.

Conforme Gustavo, quanto mais as pessoas buscar informações e se interessar pela utilização do dinheiro público, mais essa prática terá efeitos na sua aplicação. “Essa fiscalização da sociedade acaba educando e conduzindo o administrador público”, observa.

De acordo com Gustavo, o trabalho do OS visa disseminar a ideia de cidadania, do trabalho voluntário e o acompanhamento da atuação do poder púbico. “Queira ou não estamos dependentes das decisões do poder público”, pontua.

Nesse momento de eleições gerais, observa Gustavo, é preciso envolvimento da população, do eleitor, para conhecer em quem vai votar. “Poucos lembram em quem votou na eleição passada, e muitos decidem no dia da eleição. O que se conhece do candidato que se decidiu por indicação de um familiar, amigo?”, questiona.

Ele ressalta que as pessoas têm que buscar informações em quem vão votar, e que hoje tem muitos recursos para isso, como os aplicativos de celular. Cita o exemplo do aplicativo Detector de Corruptos.

No entanto, destaca, “a cidadania não se aplica somente em ano eleitoral, já que as prefeituras todos os dias estão contratando, gastando dinheiro. Tem que tornar uma prática costumeira, em que a pessoa se interesse por isso”, pontua.

Pergunto para Gustavo como exercer a cidadania, qual é o ponto de partida. E, ele responde, através do envolvimento, acompanhando o gasto público. “E quanto mais se aproximar da legislação, mais o cidadão terá condições de apontar irregularidades”, salienta.

Resultados

Os Observatórios Sociais reúnem pelo Brasil afora mais de 3.500 voluntários trabalhando pela causa da justiça social. Estima-se que nos últimos quatro anos (2013 – 2016), com a contribuição desses voluntários, houve uma economia de mais de R$ 2 bilhões para os cofres municipais. E a cada ano mais de R$ 300 milhões do dinheiro público deixam de ser gastos desnecessariamente.

O Observatório Social de Erechim também aderiu a campanha nacional contra a corrupção, Unidos Contra a Corrupção, que busca o auxílio da sociedade para que novas medidas contra a corrupção sejam referências no debate eleitoral e que cheguem ao Congresso Nacional em 2019 como pauta prioritária. A iniciativa é um pacote com 70 medidas, incluindo anteprojetos de lei, propostas de emenda à Constituição, projetos de resolução e outras normas voltadas ao controle da corrupção.

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