A falta de passarelas ao longo da BR 153, no trecho urbano de Erechim, põe em risco a vida de milhares de erechinenses todo dia que precisam atravessar a rodovia federal. Esse foi o resultado da reportagem do Jornal Bom Dia, realizada na semana passada, depois de conversar com pessoas que moram nos dois lados da via. A resposta é unânime para quem tem que disputar espaço entre enormes veículos de carga: tem que ter passarela. Ao entrar em contato com o Dnit/RS, órgão responsável pela malha rodoviária federal, para ver se existe algum projeto em andamento e a situação do trecho, a constatação é obvia: não tem previsão de construção de passarelas no local.
Perguntei ao Dnit se há algum projeto em andamento para colocação de passarelas ao longo da via. A resposta foi a seguinte: “Não temos previsão para passarelas”.
A implantação das vias paralelas, inauguradas em 2013, previam isso? “Não. A implantação das vias paralelas de Erechim previu passagem de pedestres usando o viaduto implantado no distrito industrial. Ainda, com a colocação de lombada eletrônica reduzindo a velocidade de 40 km/h junto à escola, tornou este ponto mais seguro para travessia de pedestres.
Nas questões seguintes questionei se o município tem que solicitar a obra, como funciona, qual procedimento? E, se ele pode com recursos próprios fazer as passarelas? “Sim. O município pode solicitar a obra, desenvolvendo o projeto nos moldes do Dnit. Após a aprovação, pode providenciar a implantação”.
Contudo, ressalta o Dnit, “em rodovias de pista simples, a implantação de passarelas não se mostrou eficiente. Devido às normas de acessibilidade, a inclinação das rampas faz com que o percurso até chegar a passarela seja longo. Ou seja, o pedestre terá que percorrer quase 200 metros para atravessar a rodovia. Sendo que para cruzar, em nível, não percorre mais que 40 metros”.
Enquanto isso, moradores dos bairros Atlântico, Vila Feliz, Morada do Sol, Linho, Bela Vista, Estevam Carraro, Progresso e Aeroporto vão ter que continuar arriscando suas vidas para trabalhar e viver.