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Sutraf presta homenagem a Paulina Balen

Líder comunitária e sindicalista de Aratiba morta em 1996 é reconhecida pela luta em favor de justiça social e aposentadoria da mulher rural

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Por Assessoria de Imprensa
Foto Kellin Biazi

Líder comunitária e sindicalista de Aratiba morta em 1996 é reconhecida pela luta em favor de justiça social e aposentadoria da mulher rural

O Sindicato dos trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (Sutraf-AU), prestou homenagem póstuma à agricultora Paulina Pagliari Balen. O ato realizado na noite de terça-feira (19) no auditório do Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Erechim, e contou com a presença de inúmeras lideranças políticas, sindicais e religiosas da região, além de amigos e familiares da homenageada.
Sobre a homenageada
Paulina Pagliari Balen foi uma liderança comunitária, religiosa, sindical e política no município de Aratiba que conquistou espaços importantes na região do Alto Uruguai nas décadas de 1970 a 1990. Agricultora familiar nascida no ano de 1947 em Linha Auxiliadora, interior de Aratiba no dia 27 de dezembro de 1947, Paulina foi assassinada aos 41 anos, em 1966, "pela sua luta em favor de justiça social, das bandeiras como aposentadoria para as mulheres, pela sua militância junto as entidades. Crime até hoje nunca esclarecido pela Justiça", conforme nota distribuída pela assessoria de comunicação do Sutraf Alto Uruguai.
A homenagem iniciou com a denominação "Turma Paulina Pagliari Balen" ao grupo de alunos do curso de formação de gestores que está em andamento em oito módulos e que deverá encerrar em 2019. Conforme o coordenador geral do Sutraf-AU, Douglas Cenci, "a denominação se deu pelo histórico de luta de Paulina, uma mulher à frente do seu tempo na época".
Familiares emocionaram-se com a homenagem
Participaram da homenagem o viúvo Zelindo Balen, filhos Marcia Balen (Erechim) e Silvio Balen (Chopinzinho- PR), além de dois netos e uma irmã. A terceira filha de Paulina que reside no Acre, não pode se fazer presente, assim como demais integrantes da família.
O evento contou com um resgate histórico, realizado pelos integrantes da turma e por amigos do município de Aratiba e região, que cantaram canções da época e explanaram opiniões políticas. Também foi entregue um mimo aos familiares presentes. " Isso ajuda a confortar a dor da família que ainda persiste e nos anima também pelo reconhecimento da luta que ela fez em favor de todos. Mesmo não sendo beneficiada pela aposentadoria rural, ela lutou pela causa e de todas as mulheres. Hoje, muitas mulheres colhem os frutos da luta de Paulina e outras pessoas que tombaram em defesa dos nossos direitos", reiterou a filha Márcia.
O coordenador do Sutraf- AU, também agradeceu a presença dos presentes e disse ser um momento propício para homenagem, um reconhecimento à sua luta e o legado deixado a todos. " O Sutraf é filho da luta histórica de muitos companheiros e companheiras. Paulina foi uma pessoa destacada, que mesmo com limitações financeira, nunca se omitiu de fazer algo a mais do que estivesse ao seu alcance. O exemplo dela e seu assassinato deve nos indignar e inspirar a continuar a luta em defesa da Agricultura Familiar. Nosso reconhecimento significa que os sonhos de Paulina continuarão sendo sonhados e colocados em prática por cada dirigente do Sutraf, por cada membro da turma e de cada um que conviveu com ela", finalizou.

 

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