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Municípios da AMAU decretarão situação de calamidade pública

Associação esteve reunida com representantes de cooperativas

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Na manhã desta segunda-feira (28), A Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU) se reuniu em Erechim com representantes de três cooperativas – Aurora, Copérdia e Coperalfa -, para analisarem a situação da região em função da greve dos caminhoneiros.

Os representantes das cooperativas relataram a situação caótica que toda a cadeia se encontra, principalmente com relação ao leite que está sendo jogado fora e a criação de aves e suínos.

Depois de mais de duas horas de discussão, a AMAU em decisão conjunta decidiu decretar situação e calamidade pública e cada um dos 32 municípios agora fará seu decreto individual.

Ao final da reunião, perto das 13 horas, os prefeitos assinaram uma nota pública, sobre as ações a partir deste momento. Segue o teor na íntegra:

“A Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU), devido ao momento de crise e reflexão exposto pela greve dos caminhoneiros, ouvindo o apelo da população vem expor sua preocupação.

Com  a iminente paralisação de todos os serviços de saúde, educação e serviços aos produtores rurais, ouvidas as cooperativas, suinocultores, avicultores, e produtores de leite, está claro que o prolongamento dos bloqueios causará prejuízos irreversíveis a toda a cadeia produtiva, mortandade de animais, elevação do custo da produção, elevação de preços ao consumidor final, falência da matriz produtiva dos pequenos agricultores, dentre outros efeitos inimagináveis, em especial à renda do produtor rural e risco de aumento significativo do custo de vida do cidadão.

Desta forma solicitamos uma TRÉGUA ao movimento grevista, para o necessário restabelecimento da cadeia produtiva com alimentação dos animais, escoamento da produção, abate e destinação final da produção, visto que não há capacidade de armazenamento de produção pelas indústrias.

Há também a necessidade de reabastecimento de combustível dos municípios para atendimento das necessidades básicas da população, sob pena de paralisação total dos serviços públicos, mesmo os de urgência e emergência, ocasionando risco à saúde e a vida da população. Os municípios por orientação da AMAU, decretarão situação de calamidade pública, devido à fatal de combustíveis. Pedimos “bom senso” aos grevistas e apelamos para uma solução democrática e pacífica, eis que, como afirmamos anteriormente, nosso compromisso é na defesa do povo".

 

 

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