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Horário de verão chega ao fim e o próximo será mais curto

Erechinenses e a população do Alto Uruguai, assim como brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem atrasar os relógios em uma hora, pois a partir da 0h deste domingo (18)

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Por Da Redação
Foto Antonio Grzybowski

Neste fim de semana os erechinenses e a população do Alto Uruguai, assim como brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem atrasar os relógios em uma hora, pois a partir da 0h deste domingo (18), encerra o período de horário de verão 2017/2018. Em vigor desde o dia de 15 de outubro de 2017 a medida governamental buscou reduzir o consumo de energia elétrica entre 18h e 21h. A população do Norte e do Nordeste não é afetada porque os estados da região não são incluídos no horário de verão. Já o leste do Amazonas e os Estados de Roraima e Rondônia ficam com uma hora a menos; enquanto o Acre e o oeste do Amazonas, duas horas atrás.

Criado com a finalidade de economizar energia durante os meses mais quentes do ano, quando os dias são mais longos, o horário de verão foi adotada no Brasil pela primeira vez no ano de  1931.

Na temporada 2018/2019 o horário de verão será encurtado em duas semanas. Um decreto do presidente Michel Temer (MDB), a pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, determina a redução o fuso horário de Brasília como base para que  as apurações do segundo turno das eleições, em 28 de outubro, ocorram simultaneamente. Assim, no fim deste ano, o horário de verão começará apenas em 4 de novembro e encerrará no dia 18 de fevereiro de 2019.

Balanço
Segundo balanço do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2013 o Brasil, com essa providência, economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW). No ano seguinte, essa economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor sofreu nova queda, para R$147,5 milhões.

Essa menor influência observada pode ser explicada pelo fato de parcelas significativas das zonas sujeitas à medida têm intensificado o uso de equipamentos como o ar condicionado, como forma de aplacar o calor, elevando a demanda pela energia elétrica. Ainda que já dispensem as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais econômicos.

No final de 2016, o governo federal sinalizou para a possibilidade de abolir o horário de verão, por não haver consenso quanto à relação com a economia de energia elétrica. Apesar disso, acabou apenas abreviando o período 2018/2019 em duas semanas, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para facilitar a apuração dos votos das eleições. Com isso, o horário de verão de 2018 passará a ser adotado no primeiro domingo de novembro.

"A avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda de energia elétrica, contida nos estudos realizados neste ano de 2017 pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), mostra que a adoção do horário de verão traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico", escreveu o ministério em nota, em outubro do ano passado.

Pessoas com rotina regrada são mais afetadas pelo horário de verão

A mudança, que marca o fim do horário de verão, também provoca alterações no organismo das pessoas. Segundo a clínica geral e geriatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, com sede em São Paulo, quem possui uma rotina regrada tende a ser mais afetado. Rossana Maria Russo Funari explica que ter horários certos para se alimentar e dormir torna os processos de adaptação mais difíceis. Segundo a médica, essa quebra na rotina prejudica até mesmo o rendimento do indivíduo.

"Se a pessoa costuma acordar muito cedo para trabalhar, a mudança é mais perceptível. No fim do horário de verão, a tendência é dormir mais tarde, enquanto o relógio biológico está 'programado' para acordar mais cedo. Isso prejudica o rendimento", explica.

Sintomas como sonolência, enxaqueca, dor de estômago e até alteração do apetite podem ocorrer durante o processo de adequação do corpo, que, em média, dura sete dias. Para evitar esses problemas, a especialista indica preparar-se para dormir no horário de costume e evitar o consumo de bebidas que tirem o sono, como café, refrigerante e alguns tipos de chá que contêm cafeína.

De acordo com a médica, não há correlação do fim do horário de verão com os efeitos de um "jetlag", famosa fadiga de viagem ocasionada por mudanças no fuso. Rossana Maria Russo Funari, explica que os efeitos são mais suaves e não causam tantas consequências para a maioria das pessoas.

"No caso do 'jetlag', temos uma condição menos fisiológica, que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano(período de aproximadamente 24 horas), mais intenso em viagens longas em que há grandes mudanças de fuso horário."

Qual a sua opinião sobre o horário de verão? Comente em www.jornalbomdia.com.br ou nas páginas do Jornal Bom Dia nas redes sociais. A enquete também pode ser respondida no email jornalismo@jornalbomdia.com.br.

 

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