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Atenção para a obesidade em cães e gatos

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Atenção para a obesidade em cães e gatos
Por Assessoria
Foto Divulgação

A obesidade em cães e gatos é definida como sendo o acúmulo excessivo de gordura, decorrente de alteração no balanço energético, no qual a ingestão (consumo de alimento) é maior que o consumo calórico (gasto energético). Atualmente a obesidade é a desordem nutricional mais frequente tanto em cães como também em gatos. Em todo o mundo a incidência da obesidade em pets varia entre 25 a 40%.

“O aumento na incidência de obesidade deve-se principalmente ao sedentarismo em que têm vivido os animais de companhia. Além disso, o desenvolvimento de alimentos altamente calóricos e palatáveis para cães e gatos contribui para o desbalanço energético que leva à obesidade”, explica a endocrinologista veterinária, Alessandra Martins Vargas.

Animais castrados X obesidade

A incidência deste distúrbio metabólico aumenta com a idade, sendo mais frequente em fêmeas quando comparadas a machos da mesma faixa etária. Outro fator predisponente é a castração dos animais (a obesidade é duas vezes mais frequente em animais castrados, independentemente do sexo). Porém a castração é indicada pela significativa prevenção de doenças como o câncer de mama. “Na espécie canina, a obesidade é diagnosticada, dentre outros métodos, quando o cão apresenta seu peso corporal 15% acima do peso ideal (estabelecido nas tabelas de peso padrão de acordo com a raça). Outra técnica bastante simples e válida para a rotina clínica baseia-se na inspeção e palpação dos pacientes. Nos cães e gatos as costelas devem ser facilmente palpáveis, e, além disso, quando vistos de cima esses animais devem apresentar forma de ampulheta. Apesar deste método não ser ideal (devido a sua subjetividade), é o método mais utilizado”, destaca a veterinária.

Distúrbio nutricional

De acordo com Alessandra Martins Vargas, a obesidade é na realidade um distúrbio nutricional que acarreta aos seus portadores disfunções na fisiologia de diferentes sistemas orgânicos (cardiovascular, osteoarticular, imunológico, digestório e endócrino), além de um prejuízo óbvio à qualidade de vida e consequente redução na expectativa de vida. “Um programa bem sucedido de emagrecimento é um processo composto por várias etapas que exige comprometimento dos tutores do paciente, um plano nutricional, programa de exercícios físicos acompanhados, monitoramento metabólico e hormonal do paciente e acompanhamento do médico veterinário especializado em endocrinologia e metabologia veterinária e do médico veterinário clínico geral”, pontua a especialista.

Doenças endócrinas

Doenças endócrinas ou endocrinopatias são doenças que afetam as glândulas produtoras de hormônios (glândulas endócrinas). “Os hormônios são substâncias químicas que controlam o metabolismo, crescimento, desenvolvimento e a reprodução, além de atuarem na adaptação dos animais ao meio ambiente.
As glândulas endócrinas também podem desenvolver problemas no seu funcionamento de forma a produzir hormônios em quantidade insuficiente ou em excesso”, pontua a médica veterinária.

Diabetes Mellitus

Conforme Alessandra Martins Vargas a Diabetes é a doença em que as concentrações (níveis) de glicose (açúcar) no sangue são muito elevadas, geralmente resultantes da deficiência absoluta ou relativa do hormônio insulina. “A glicose presente na corrente sanguínea do pet é proveniente do alimento ingerido e precisa entrar nas células do corpo para que seja utilizada para a produção de energia. O hormônio insulina é o responsável pela entrada da glicose nas células do organismo. Na ausência deste hormônio, as células não conseguem captar a glicose e com isso, os níveis de açúcar no sangue permanecem elevados”, explica Alessandra.

O diagnóstico da doença baseia-se na presença de sintomas compatíveis com esses distúrbios: Poliúria (urinar em excesso), Polidpsia (beber muita água), Polifagia (apetite exagerado) com ou sem emagrecimento e na constatação de hiperglicemia (aumento da concentração de glicose no sangue) em jejum e de glicosúria (presença de açúcar na urina do paciente).

“Após o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. A escolha do tratamento a ser adotado deve levar em consideração o quadro clínico do paciente e a etiopatogenia (estudo das causas ou do desenvolvimento) da doença. Os cães necessitam de aplicações diárias de insulina além de uma dieta específica para diabéticos. Em gatos há uma particularidade importante: se o diabetes for diagnosticado e tratado adequadamente no início da doença, é possível que o paciente felino seja curado, isto é, deixe de ser diabético”, afirma a veterinária.

Diabetes Insipidus

Causadas por problemas relacionados ao hormônio antidiurético, também chamado de ADH ou vasopressina. Os pacientes acometidos por esta doença urinam em excesso e ingerem grande quantidade de água. De acordo com a especialista, estas duas manifestações clínicas (urinar em excesso e beber muita água) são os sintomas mais importantes do Diabetes Insipidus e normalmente os únicos vistos em cães e gatos. Alguns pacientes perdem peso devido ao forte desejo de beber água que supera a sensação de fome. Estes pacientes devem sempre ter à disposição a água, para que não corram o risco de desidratação. O tratamento é realizado por toda a vida do paciente.

Fique atento

Agora que você já conheceu um pouco mais das principais doenças endócrinas e metabólicas que podem afetar a saúde dos cães e gatos, fique atento! Caso o seu pet tenha algum dos sintomas apresentados, procure imediatamente o médico veterinário de sua confiança.

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